5 dúvidas mais comuns sobre os consórcios

5 dúvidas mais comuns sobre os consórcios / Foto: Rodanae Productions / Pexels
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Segundo especialista, modalidade pode oferecer menos burocracia e bastante flexibilidade para o consumidor

Quando se deseja adquirir um bem e o dinheiro necessário para a compra ainda não é o suficiente, geralmente o consórcio surge como uma opção. No entanto, a modalidade desperta muitas dúvidas, que vão desde juros até a baixa burocracia.

De acordo com o especialista Eduardo Rocha, CEO do Klubi, única fintech do Brasil autorizada pelo Bacen a operar como administradora de consórcios, existem pelo menos 5 dúvidas comuns e recorrentes, que estão entre os consumidores:

Pensando nisso, o especialista traz as principais respostas, para apostar sem medo nesta modalidade. Confira abaixo:

  1. Existe taxa de juros?

A primeira dúvida que muita gente tem quanto ao consórcio é se ele tem ou não taxa de juros. Com a Selic em 13,75% ao ano, maior patamar desde 2016, os juros altos atrapalham os planos de quem quer adquirir carros, imóveis, eletrodomésticos e eletrônicos. Mas os consórcios não possuem nenhuma taxa de juros, apenas taxa de administração. “Na verdade, com o consórcio você vai juntar mensalmente o valor e poderá conquistar o crédito antes de pagar todo o montante”, explica Rocha.

  1. Posso desfazer do plano? 

O consorciado não fica limitado para sempre ao seu plano, ou seja, ele pode cancelar caso não queira mais participar do consórcio. Numa quebra de contrato, o consorciado recebe de volta as quantias pagas que são destinadas ao fundo comum, ou seja, o valor destinado a compra do bem ou contratação do serviço.
“Nesses casos, o membro pode optar por vender seu plano para outra pessoa”, aponta Eduardo. Essa é uma opção para que o consorciado desistente consiga reaver valores pagos com mais agilidade. “Primeiro o membro deve conferir se essa possibilidade está no contrato e suas condições. A administradora avalia a capacidade financeira do novo interessado e autoriza a transferência do titular”, explica Eduardo.

  1. Posso planejar quando vou receber? 

A resposta é sim. Consórcios são muito flexíveis e facilitam o seu planejamento de investimento. “São inúmeras opções de prazo, o que possibilita até mesmo planejar um presente com data definida. Além disso, nos consórcios existe a possibilidade de receber antes por meio do lance ou sorteio”.

  • Sorteio: No sorteio os participantes com as prestações em dia, concorrem para receber o valor contratado antes do final do prazo.
  • Lance: Já o lance funciona como uma antecipação de prestações. Nele o participante interessado faz uma oferta e, caso seja um lance vencedor, ele recebe o crédito, sendo a quantia descontada do seu saldo devedor
  1. Não vou perder dinheiro com a inflação?

“Um ponto muito importante sobre o consórcio é que ele tem uma correção anual. Isso é essencial para garantir que o crédito seja atualizado e mantenha o seu poder de compra.

No caso dos automóveis, o reajuste pode ser pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) . Já no consórcio de imóveis, o indicador mais utilizado é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). A administradora também pode optar por outros critérios, como o preço sugerido pela montadora ou fabricante. Essa regra é muito utilizada no consórcio de veículos. Nesse caso, o valor do crédito será corrigido sempre que a montadora sugerir um novo preço ao mercado.

  1. Qual a burocracia?

Por fim, o consórcio também se destaca por ser muito menos burocrático que as demais opções de categorias de compra, por eliminar intermediários, como por exemplo, o financiamento, que conta com a participação de instituições financeiras como bancos.

Além disso, o consorciado tem total liberdade de escolher qual bem e qual empresa ele vai querer contratar e caso mude de ideia, nada impede de comprar um carro diferente do que já tinha planejado. “O único critério é que o bem seja da mesma categoria. Ou seja, caso o consumidor contrate um plano de consórcio de veículos, ele não pode usar o crédito para comprar uma casa”, completa Eduardo Rocha.

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