6 dicas práticas para uma alimentação infantil segura na praia, segundo especialistas

three children playing in the sand at the beach
Foto: Cristian Mayo no Unsplash

Saiba como prevenir desidratação e intoxicações alimentares durante dias de sol e mar

Dias de praia estão entre as lembranças mais afetivas da infância, marcadas por brincadeiras, liberdade e gasto intenso de energia. Mas, por trás do cenário de sol e mar, o calor excessivo, a exposição solar prolongada e o consumo de alimentos fora das condições ideais de refrigeração impõem desafios à saúde das crianças. Nesses contextos, a atenção de pais e responsáveis,  especialmente em relação à alimentação e à hidratação, é fundamental. A falta de cuidados pode transformar momentos de lazer em episódios de desconforto gastrointestinal, desidratação e até intoxicações alimentares.

De acordo com especialistas, o principal aliado da família é o planejamento. “A atenção começa antes mesmo de sair de casa. Crianças são mais vulneráveis à ação de bactérias presentes em alimentos mal conservados, e o calor acelera esse processo”, explica  Daniel Valle, professor da pós-graduação em Pediatria da Afya Itaperuna. Segundo ele, a escolha correta dos alimentos e o cuidado com o armazenamento fazem toda a diferença para garantir um dia tranquilo. “Uma bolsa térmica adequada e opções simples evitam episódios de mal-estar que podem interromper o passeio”, completa.

A alimentação das crianças na praia exige atenção especial, não apenas à segurança dos alimentos, mas também à leveza das refeições. Segundo a médica  Marcela Reges, professora de Nutrologia da Afya Goiânia, o calor e o aumento da atividade física tornam fundamental evitar comidas pesadas ao longo do dia. “Na praia, o ideal é oferecer alimentos leves, refrescantes e fáceis de digerir, que forneçam energia sem ‘pesar’ no estômago. O calor já deixa a criança mais cansada, e refeições muito pesadas podem causar estufamento, mal-estar e sonolência”, indica a especialista. A recomendação é priorizar opções naturais e pouco processadas, como frutas frescas, lanches simples e snacks saudáveis, que ajudam a manter o equilíbrio nutricional, favorecem a hidratação e garantem disposição para aproveitar o dia com mais conforto e segurança.

Outro ponto que exige atenção redobrada é o consumo de alimentos vendidos na areia. Embora façam parte da cultura das praias brasileiras, esses produtos nem sempre são armazenados ou manipulados em condições adequadas de higiene e conservação, o que aumenta o risco de contaminação, especialmente para as crianças, que desidratam e passam mal com mais facilidade do que os adultos. A professora de Nutrologia orienta que a observação cuidadosa é fundamental antes da compra. “É importante verificar se o alimento está protegido do sol, se há refrigeração adequada e se o vendedor mantém cuidados básicos de higiene, como mãos limpas e utensílios apropriados. Na dúvida, o mais seguro é não oferecer à criança”, alerta.

A hidratação também é um cuidado indispensável. Com a exposição ao sol e a atividade física intensa, as crianças perdem líquidos mais rapidamente. Por isso, a oferta de água deve ser frequente, mesmo quando a criança não pede.

6 dicas práticas para uma alimentação infantil segura na praia, segundo os especialistas

  1. Utilize uma bolsa térmica de boa qualidade, com gelo reutilizável, para manter frutas, sucos naturais, iogurtes e lanches na temperatura adequada.
  2. Prefira alimentos frescos e práticos, como uvas, maçã, banana, melancia, palitos de cenoura, sanduíches simples e biscoitos integrais. Evite alimentos de origem animal e preparações com maionese, embutidos, cremes e recheios, que se deterioram rapidamente no calor.
  3. Ao comprar alimentos na praia, observe higiene, forma de armazenamento e exposição ao sol. Se algo parecer inadequado, não consuma.
  4. Respeite o apetite da criança: ofereça os alimentos em pequenas porções ao longo do dia, priorizando opções leves e de fácil digestão, para evitar desconfortos gastrointestinais. É comum que, na praia, muitas crianças sintam menos fome devido ao calor e à mudança de rotina, e, na maioria dos casos, isso não representa um problema. O mais importante é observar a criança, manter a hidratação adequada e respeitar seus sinais de fome e saciedade.
  5. Reforce a hidratação: ofereça água com frequência ao longo do dia, mesmo que a criança não peça, na praia, a perda de líquidos é maior do que na rotina habitual. A água de coco pode ser uma boa aliada para repor sais minerais, desde que consumida com moderação. Sucos naturais também são uma opção, preferencialmente sem adição de açúcar e em pequenas quantidades. Fique atento aos sinais de alerta: sonolência excessiva, enjoo, irritabilidade ou falta de apetite podem indicar calor intenso ou início de desidratação e exigem pausa imediata na exposição ao sol.
  6. Lave bem as mãos da criança antes dela comer, principalmente depois de brincar na areia, evitando que ela ingira os alimentos com as mãos sujas de areia.

Com escolhas simples e atenção aos detalhes, é possível aproveitar o melhor da praia com segurança, garantindo saúde, bem-estar e boas lembranças para os pequenos.

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