Intenção de mudança cresce 7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior; resultado reflete o aquecimento do campo laboral
Impulsionados pela efervescência do mercado de trabalho, 61% dos profissionais brasileiros pretendem buscar um novo emprego em 2026, um crescimento de sete pontos percentuais em 12 meses. A sondagem da Robert Half indica que remuneração, desenvolvimento de carreira e qualidade de vida estão entre os principais fatores que motivam a mobilidade profissional no próximo ano.
“O aumento da intenção de mudança é reflexo de dinâmicas laborais profissionais-centradas, com o fortalecimento da confiança dos candidatos. Ainda assim, as escolhas de carreira precisam ser alinhadas às expectativas de cada um, que vão desde crescimento e remuneração até qualidade de vida e tempo para a família”, explica Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half na América do Sul.
Entre aqueles com desejo de movimentação, a maior parte pretende se manter na mesma área de atuação: 72% querem mudar de empresa, mas seguir no campo profissional atual, enquanto 28% avaliam uma transição de carreira, a fim de migrar para outra profissão.
De acordo com o levantamento, os principais motivadores dos profissionais com interesse em migração dentro da mesma área são:
- Melhores oportunidades de crescimento (45%)
- Maior remuneração (42%)
- Busca por novos desafios (31%)
- Possibilidade de trabalho remoto ou híbrido (31%)
- Pacote de benefícios mais atrativo (29%).
Na outra ponta, profissionais que vislumbram uma transição de carreira têm os aspectos financeiros como motivador mais intenso: 63% citam o tópico como principal razão. Na sequência, surgem o anseio por qualidade de vida (39%), a realização pessoal (29%), a vontade de aprender algo novo (27%) e a procura por flexibilidade (24%).
O estudo também explora os fatores que sustentam a permanência nas organizações atuais:
- Benefícios e remuneração (52%)
- Modelos de trabalho flexíveis (46%)
- Equilíbrio entre vida pessoal e profissional (33%)
- Ambiente e cultura organizacional (31%)
- Oportunidades de desenvolvimento (25%)
Para Mantovani, esses dados corroboram a função proativa que as empresas têm na retenção de talentos. “Mesmo que as formas tradicionais de recompensa sigam relevantes, quatro dos cinco aspectos que influenciam a permanência, na visão dos próprios colaboradores, estão ligados a bem-estar, desenvolvimento e flexibilidade, que só tendem a ganhar ainda mais peso nas decisões daqui para a frente”, destaca.
Com o objetivo de orientar o ambiente de negócios, o Guia Salarial da Robert Half reúne informações atualizadas sobre salários, cargos em alta e habilidades mais relevantes para o futuro do trabalho, funcionando como um mapa para talentos que desejam se posicionar de forma competitiva em 2026.
“Planejamento, sem dúvidas, é o principal diferencial em momentos de forte mobilidade. Profissionais que se planejam, entendem onde estão as demandas e investem nas competências certas, têm mais chances de tomarem decisões bem pensadas e alinhadas às necessidades do mercado”, conclui Mantovani.
Metodologia
Os dados fazem parte de uma sondagem proprietária da Robert Half, realizada em novembro de 2025, com a participação de 500 profissionais com qualificação, estejam eles empregados ou em busca de recolocação, reunindo percepções e expectativas para o novo ano.
