Autoridades confirmaram a circulação precoce do vírus Influenza A, fenômeno que já sobrecarrega unidades de pronto-atendimento, com tendência de aumento
O cenário epidemiológico brasileiro acendeu um alerta vermelho antes mesmo do início oficial do inverno, conforme o recente comunicado emitido pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde. As autoridades confirmaram a circulação precoce do vírus Influenza A, fenômeno que já sobrecarrega as unidades de pronto-atendimento em diversas regiões do país e apresenta uma tendência de aumento no longo prazo em quase todo o território nacional. Atualmente, 20 estados brasileiros já registram um número significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que exige uma mudança imediata na postura da população em relação à prevenção.
Primeiramente, a atenção deve ser imediata devido a possibilidade de complicações para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme lembra a Dra. Maria Cecília Maiorano, coordenadora da pós-graduação em Pneumologia da Afya Educação Médica São Paulo. “O vírus não está apenas circulando, mas causando complicações graves em todo país, o que exige um olhar atento aos primeiros sintomas”, afirma a especialista.
Em segundo lugar, existe um risco de saturação do sistema de saúde: o aumento na procura por prontos-socorros antes do período sazonal habitual (outono/inverno) pode gerar filas e dificultar o atendimento rápido. “Outro ponto importantíssimo é a vacinação estratégica. Embora o calendário siga a sazonalidade, a circulação precoce justifica a busca imediata pela imunização. A vacinação contra influenza deve, sim, ser realizada o quanto antes, principalmente para os grupos de risco“, acrescenta a Dra. Maria Cecília.
A médica destaca duas práticas fundamentais para o cuidado da população nestes momento. “É fundamental lembrar dos cuidados aprendidos durante a pandemia para conter a transmissão do vírus no dia a dia. A prática da etiqueta respiratória, que consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, aliada à higienização frequente das mãos, forma a primeira linha de defesa contra o contágio. Em casos de sintomas gripais, o uso de máscara torna-se indispensável, sobretudo em ambientes fechados ou ao procurar atendimento em serviços de saúde, visando proteger as demais pessoas ao redor”.
A especialista ainda explica que ao apresentar sinais de mal-estar, o indivíduo deve evitar o contato direto com outras pessoas, com atenção redobrada aos mais vulneráveis. “O objetivo dessas medidas integradas é reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde e garantir que o pico de casos, que habitualmente ocorreria apenas nos meses mais frios, seja mitigado pela conscientização precoce da sociedade”, encerra.



