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Alimentação equilibrada é um dos fatores que mitigam o desenvolvimento de cânceres de estômago e intestino

Alimentação equilibrada é um dos fatores que mitigam o desenvolvimento de cânceres de estômago e intestino / Foto: Ella Olsson / Pexels
Foto: Ella Olsson / Pexels

Gastroenterologista Julia Campos, da rede Meu Doutor Novamed, alerta para os principais sinais relacionados à doença

A construção de hábitos saudáveis está entre os fatores determinantes para uma vida longeva de qualidade. Uma alimentação equilibrada promove o bem-estar e a prevenção de diversas doenças, como os cânceres de estômago e intestino. Alinhada ao objetivo de fomentar a conscientização sobre o tema, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, do Grupo Bradesco Seguros, alerta sobre a importância da prevenção e os cuidados necessários para o funcionamento adequado do aparelho digestivo.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), os tumores malignos de intestino (cólon e reto) e de estômago, que comprometem o funcionamento do aparelho digestivo, estão entre os de maior incidência no Brasil. Esses dois tipos de câncer ocupam, respectivamente, a quarta e a sexta posição na lista dos mais frequentes no país.

A gastroenterologista Julia Campos, da rede de clínicas Meu Doutor Novamed, destaca o papel da dieta equilibrada e de um estilo de vida ativo para a prevenção. “É muito importante ter hábitos saudáveis, com uma dieta rica em fibras, com frutas e vegetais, e de baixo teor de gorduras. Entre os principais aliados, também estão praticar atividade física regularmente, eliminando o sedentarismo e controlando a obesidade, assim como abandonar o tabagismo e evitar o excesso na ingestão de bebidas alcoólicas”.

Dra. Julia Campos / Divulgação
Dra. Julia Campos / Divulgação

As projeções do INCA são de que o Brasil registre 704 mil novos casos de câncer para cada ano no triênio de 2023-2025, considerando mais de 20 tipos da doença. A estimativa representa um acréscimo de 79 mil novos casos anuais na comparação à projeção anterior do instituto — de 625 mil por ano para o período de 2020 a 2022.

Como saber se existe algum problema de digestão

A Dra. Julia Campos ressalta a importância de reconhecer os sintomas de que algo não está bem no estômago e no intestino, prejudicando o bom desempenho dos órgãos e, consequentemente, o funcionamento do aparelho digestivo. Os quatro principais indícios de que algo está em desordem no processo de digestão são:

– Presença de azia e enjoo;

– Dor no abdome e/ou abdome distendido;

– Dificuldade na digestão com sensação de estufamento;

– Mudanças no hábito do intestino (como diarreia ou constipação).

“Esses sintomas estão presentes em patologias benignas do sistema digestivo, mas também podem estar relacionados ao câncer. Além deles, é importante observar a presença concomitante de perda inexplicada de peso, bem como dificuldade de se alimentar, vômitos persistentes ou sangue nas fezes. Esses sintomas são como um alerta para a necessidade da avaliação com um gastroenterologista, para se afastar a possibilidade de câncer nesses órgãos”, reforça a médica, que atua na unidade do bairro Caminho das Árvores da Meu Doutor Novamed, em Salvador (BA).

Importância da qualidade da digestão

A digestão é um processo fundamental para a absorção de nutrientes presentes nos alimentos e bebidas, garantindo que o corpo humano possa funcionar corretamente, de forma saudável. Considerando que os sinais de um desempenho inadequado podem estar presentes em enfermidades distintas, a gastroenterologista enfatiza: “Os cânceres de estômago e de intestino só desenvolvem sintomas em fase avançada. Quando ainda estão pequenos e assintomáticos, a diferenciação entre as diversas patologias do sistema digestivo exige a avaliação específica de cada órgão, muitas vezes com exames de endoscopia digestiva ou de colonoscopia, quando for indicado”.

Idade e histórico familiar

Historicamente, o risco de desenvolvimento dos cânceres de estômago e intestino aumenta com a idade. Mas a incidência tem sido cada vez maior em pessoas mais jovens. De acordo com recente estudo da Universidade Harvard (EUA), publicado no fim de 2022 pela revista científica Nature Reviews Clinical Oncology, as últimas décadas apresentam uma mudança na faixa etária dos pacientes com neoplasia maligna. Cânceres como os de intestino, mama, estômago e pâncreas têm crescido entre pessoas com menos de 50 anos.

A Dra. Julia Campos alerta, ainda, para questões ligadas ao histórico familiar. “Temos que considerar a história familiar pessoal, pois a presença de parentes de primeiro grau com esses tipos de neoplasia maligna, pólipos ou síndromes genéticas aumenta essa chance de desenvolvimento da doença”.

Diagnóstico precoce e tratamento

O cuidado preventivo, com acompanhamento constante para um possível diagnóstico precoce, contribui para mitigar o desenvolvimento do câncer e tornar o tratamento mais eficaz. “A realização dos exames de rastreio, como a colonoscopia a partir dos 45 anos, é fundamental para reduzir a chance de aparecimento desse tipo de câncer. Nesse exame é possível detectar os pólipos — a grande maioria dos tipos de câncer de intestino, por exemplo, se desenvolve a partir do crescimento desse tipo de tecido anormal em uma membrana mucosa — e realizar a sua retirada por completo no mesmo procedimento. Essa retirada deixa o paciente livre da possibilidade de que esse pólipo continue crescendo e que se torne o câncer”, comenta.

A gastroenterologista da Meu Doutor Novamed ressalta que o tratamento depende de cada caso e, após um diagnóstico, o médico e o paciente irão alinhar as ações necessárias. “Quando o diagnóstico é realizado em um estágio inicial e sem acometer outros órgãos com metástases, é possível realizar a remoção do câncer por completo, por endoscopia ou por cirurgia, e complementando o tratamento com quimioterapia/radioterapia quando necessário”.

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