Apagão na cidade de São Paulo: vendas no varejo sofrem queda de 6,4% em cinco dias

IBEVAR – FIA mostra desaceleração das vendas de varejo em novembro de 2023/ Foto: Unsplash
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No sábado (4), dia tradicionalmente forte para o comércio, a falta de energia causou retração de 14%

O apagão que afetou a cidade de São Paulo entre a sexta-feira (3) e a terça-feira (7) provocou queda de 6,4% no faturamento do Varejo, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). A comparação é com período similar de 2022 (4 a 8 de novembro).

Na sexta-feira, o blecaute chegou a atingir 2,1 milhões de imóveis da região metropolitana de São Paulo, segundo a distribuidora de energia Enel. Na terça-feira, 200 mil residências e comércios permaneciam às escuras.

Comportamento na sexta-feira

Até a queda de energia no período da tarde, o Varejo paulistano apresentava desempenho 14% superior em relação à sexta-feira comparável do ano passado. Após o blecaute, houve queda de 12,5%. Ainda assim, o saldo do dia ficou positivo, em 2,1%.

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Comportamento nos demais dias

A falta de energia afetou principalmente o sábado, dia tradicionalmente forte para o comércio, com retração de 14%. Conforme a distribuição de luz se normalizava, o efeito diminuiu, mas ainda assim foi sentido no domingo (-7,0%), na segunda-feira (-6,8%) e na terça-feira (-5,5%).

“O apagão foi um evento que trouxe impacto significativo para o comércio paulistano. Prejudicou as vendas de sexta a terça e atingiu diferentes setores. No caso da sexta-feira, não fosse o blecaute, é possível supor que o resultado seria bastante positivo por causa de eventos extraordinários na cidade, como a Fórmula 1”, diz Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.

Setores

O setor mais afetado durante os cinco dias de apagão foi o de Bares e Restaurantes, com queda de 13,7% no faturamento. Na sequência, estão Drogarias e Farmácias (-10,9%), Vestuário (-9,4%) e Móveis, Eletro e Depto. (-9,0%). O segmento de Supermercados e Hipermercados foi um dos menos afetados, com retração de 0,4%.

ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. Eles respondem por mais de 900 mil varejistas credenciados à companhia. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Inteligência de Mercado da Cielo com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

Como é calculado

A unidade de Inteligência de Mercado da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento – como a variação de market share – e os da substituição de cheque e dinheiro no consumo. Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

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