Aposentadoria privada e planos de longo prazo: comece 2026 investindo no seu futuro

Daniel Abrahão, economista da iHUB Investimentos/ Foto: Divulgação
Daniel Abrahão, economista da iHUB Investimentos/ Foto: Divulgação

Instabilidade econômica e novas regras da previdência pública reacendem o debate sobre planejamento de longo prazo e a busca por planos privados mais eficientes

A chegada de 2026 traz uma nova oportunidade para os brasileiros começarem a investir no seu futuro. Com regras mais rígidas, expectativa de benefícios menores e um ambiente econômico que exige mais organização, contar apenas com o INSS se tornou uma aposta arriscada para quem deseja uma aposentadoria confortável. Nesse cenário, a previdência privada volta a ganhar destaque como uma das alternativas mais seguras e eficientes para construir patrimônio ao longo do tempo.

Apesar de ser o melhor caminho, o setor vem registrando desaceleração. De janeiro a outubro, os prêmios e contribuições aplicados nos planos totalizaram R$ 134,2 bilhões, uma retração de 18,6% quando comparado ao mesmo intervalo de 2024. É o que aponta relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), que representa as seguradoras que operam no ramo.

Daniel Abrahão, economista da iHUB Investimentos, afirma que o contexto atual deveria estimular uma mudança de percepção. “O mercado de previdência evoluiu bastante. As taxas caíram, a gestão ficou mais qualificada e surgiram fundos mais eficientes. O brasileiro precisa entrar em 2026 entendendo que previdência não é luxo e nem investimento extra. É uma necessidade de longo prazo, porque o sistema público já não garante o padrão de vida que a maioria espera manter no futuro. Além disso, a partir de 2026, aportes acima de R$ 600 mil por ano passam a ser tributados com IOF de 5%”, afirma.

Começe o quanto antes

Apesar de todas as variáveis técnicas influenciarem o resultado, o fator mais poderoso para uma aposentadoria confortável continua sendo o tempo. “Um investidor que começa hoje a aplicar R$ 500 por mês, com retorno médio de 10% ao ano, pode acumular aproximadamente R$ 1,13 milhão em 30 anos. Se iniciar apenas cinco anos depois, com o mesmo valor mensal e a mesma rentabilidade, o montante final cai para cerca de R$ 663 mil. A diferença supera R$ 467 mil e evidencia a força dos juros compostos no longo prazo”, analisa Abrahão.

O economista ainda destaca que começar cedo é o elemento que mais diferencia trajetórias financeiras no futuro. “A previdência é construída com paciência e consistência. Tempo vale mais do que aporte. Quem inicia agora oferece ao próprio patrimônio a chance de crescer de maneira exponencial nas próximas décadas”, completa.

Carga tributária e os erros que mais custam caro: PGBL ou VGBL?

O primeiro ponto ao escolher um plano é evitar aqueles com taxa de carregamento, considerados ultrapassados e prejudiciais à acumulação no longo prazo. A taxa de administração, embora relevante, não deve ser analisada de forma isolada, já que um fundo barato, porém mal gerido, tende a destruir valor ao longo dos anos. O diferencial está na combinação entre gestão qualificada, estratégia coerente, histórico consistente e adequação ao perfil do investidor.

Outro ponto crucial é a escolha entre PGBL e VGBL. Em um momento de maior volatilidade na renda fixa e com a expectativa de início de queda da Selic, a necessidade de diversificação aumenta.

“O PGBL é mais eficiente para quem declara IR no modelo completo e contribui ao INSS, porque permite dedução de até 12% da renda anual. Já o VGBL se encaixa melhor para quem usa a declaração simplificada ou não tem renda tributável suficiente. Não existe um produto ‘melhor’. Existe o produto que funciona dentro da realidade fiscal de cada investidor, por isso é importante procurar um especialista em investimentos para assessorá-lo”, finaliza.

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