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Autodiagnóstico não é maneira eficaz de lidar com transtornos de saúde mental

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Foto: Sinitta Leunen no Unsplash

Informações sem contexto ou excessivamente simplificadas podem levar a uma visão equivocada da própria saúde mental

Se a incidência de questões relacionadas à saúde mental tem aumentado nos últimos anos, um outro fator relacionado a ela também chama a atenção: o autodiagnóstico de transtornos mentais. Um levantamento do instituto Medscape, publicado pela revista Forbes no ano passado, revelou que, dos 1,2 mil médicos ouvidos pela pesquisa, 83% acreditam que os seus pacientes estão utilizando informações incorretas da Internet para se autodiagnosticarem com alguma doença deste campo.

O autodiagnóstico pode ter variadas causas, como a simplificação de patologias em redes sociais (como o TikTok, por exemplo), na disseminação massiva de informações pela Internet ou mesmo a dificuldade de encontrar um atendimento especializado na área de saúde mental. A similaridade dos sintomas que a pessoa sente com diagnósticos equivocados pode, no entanto, complicar ainda mais a situação do paciente.

Luana Harada, psiquiatra da Afya Educação Médica Curitiba, pontua que a curiosidade em buscar soluções para a saúde mental é benéfica, mas que isso deve ser feito de maneira profissional, com um especialista.

“É fácil se identificar com sintomas de diversos transtornos mentais: o pensamento acelerado pode significar déficit de atenção, hiperatividade, ansiedade… sintomas não são específicos de uma condição só. Porém, para formar uma hipótese de diagnóstico, precisamos saber interpretar o contexto no qual os sintomas estão inseridos. Isso é uma tarefa detalhada, de investigação extensa feita somente por profissional especializado”, afirma a psiquiatra.

A especialista reforça que a procurar por informações é positiva para transmitir o que sente ao profissional da saúde, mas que, com apenas informações de redes, o autodiagnóstico não contribui para a melhora da qualidade de vida, o que acontece apenas com uma ajuda especializada.

“Claro que se informar é positivo e pode até ajudar na hora de explicar o que está sentindo para o profissional de saúde. O problema é que, ao se identificar com alguma condição através da Internet, há o risco de se prender em moldes, a se rotular e até mesmo a se automedicar. Caso a pessoa suspeite ter algum transtorno que impacte a sua qualidade de vida, o ideal é procurar uma ajuda especializada para ter diagnóstico e tratamento corretos”, pontua Luana.

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