Estudo realizado pelo Instituto QualiBest a pedido da Ademicon, revela que, com inflação e juros impactando o poder de compra, consórcio segue como alternativa de planejamento
Em meio a um cenário econômico desafiador, marcado por juros elevados e perda do poder de compra, os brasileiros continuam buscando alternativas para organizar suas finanças e manter seus projetos de vida. É o que revela a pesquisa “Percepções sobre o comportamento financeiro do brasileiro em momentos de instabilidade econômica”, realizada pelo Instituto QualiBest a pedido da Ademicon, administradora independente de consórcios.
O levantamento, que ouviu 816 pessoas em todo o Brasil, de diferentes classes sociais e regiões, mostra que 24% dos respondentes precisaram usar reservas e 21% acabaram se endividando para cobrir despesas nos últimos seis meses. Ainda assim, 32% avaliaram sua situação financeira atual como boa ou ótima e 37% conseguiram guardar algum dinheiro no período. As mulheresaparecem mais expostas ao endividamento (25%, contra 17% dos homens), enquanto as Classes D-Econcentram o maior índice de endividados (46%) e o menor de poupadores (7%).
Esses dados refletem diretamente o contexto macroeconômico brasileiro que, mesmo crescendo 3,2% no PIB nos últimos 12 meses, enfrenta desaceleração no segundo trimestre de 2025, com alta no custo de vida e uma política monetária restritiva, que encarece o crédito e limita a capacidade de consumo das famílias.
Cortes e adaptação marcam o comportamento financeiro
O estudo também indica que 56% dos brasileiros reduziram gastos nos últimos meses, enquanto 27% buscaram novas fontes de renda e 19% renegociaram dívidas. Apesar disso, 30% afirmaram não ter qualquer tipo de investimento e 25% relataram que “normalmente não sobra dinheiro”ao fim do mês, índice que chega a 53% entre as Classes D-E.
A poupança continua sendo o investimento mais popular (31%), seguido pela renda fixa (27%), o que reforça o perfil conservador da maioria dos entrevistados. Os respondentes da Classe A apontam uma maior diversificação de investimentos com 59% investindo em renda fixa, 39% na poupança e outros 36% em renda variável.
“O brasileiro busca estabilidade para investir. Nesse contexto, o consórcio surge como uma ferramenta que alia disciplina financeira e segurança, permitindo planejar a conquista de bens e aumento do patrimônio”, explica Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon.
Otimismo moderado e foco em projetos de vida
Apesar das dificuldades, a pesquisa revela um otimismo cauteloso. Para 34% dos entrevistados, a situação deve melhorar nos próximos meses, sentimento mais forte no Nordeste (43%) e entre a classe A (45%). Diante disso, entre os planos futuros mais citados estão viagens (29%),investimento em renda fixa ou variável (21%), compra ou troca de veículo (20%) e reforma de imóvel (19%), o que demonstra que o brasileiro continua planejando seus projetos de vida.
Planejamento e consórcio ganham espaço como alternativas
Neste cenário, o consórcio surge como uma das soluções mais reconhecidas pelos brasileiros para manter o equilíbrio financeiro.
Segundo a pesquisa, em tempos de instabilidade econômica, 39% dos entrevistados “com certeza recomendariam” o consórcio, e 28% o enxergam como uma ferramenta de planejamento de longo prazo. Entre os principais motivos apontados estão as parcelas acessíveis (32%) e o fato de o produto não exigir entrada (28%), o que amplia seu acesso para famílias com orçamento apertado.
“Cada vez mais o consórcio se consolida como um instrumento de democratização do acesso ao crédito e fortalecimento da educação financeira no país. Isso porque ele permite que, de forma planejada, as pessoas mantenham o foco em seus objetivos mesmo em momentos de instabilidade”, destaca a executiva. Segundo ela, o produto representa uma opção segura e versátil mesmo em um cenário de juros altos e restrição ao crédito tradicional.
