Carnaval aumenta riscos para celulares e exige atenção redobrada dos foliões

Carnaval do Estado de SP vai atrair 4,5 milhões de pessoas e movimentar R$ 6,4 bilhões / Foto: Jonathan Borba / Unsplash
Foto: Jonathan Borba / Unsplash

Seguradora líder em proteção para celulares no Brasil aponta crescimento nos acionamentos do seguro no último Carnaval; uso intenso do aparelho, aglomerações e distração ajudam a explicar o aumento de furtos e a busca por proteção após a folia

O Carnaval reúne fatores que elevam a exposição de celulares a furtos e roubos, como grandes aglomerações, distração e uso intenso do aparelho ao longo do dia e da noite. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2025, foram registrados 3.678 furtos e roubos de celulares no estado, evidenciando a vulnerabilidade dos foliões em ambientes de grande circulação.

Mesmo com ações de segurança pública que contribuíram para reduções pontuais em algumas regiões, grandes eventos seguem concentrando ocorrências desse tipo. Informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os furtos de celulares acontecem com maior frequência aos finais de semana e em locais de grande fluxo de pessoas, cenário típico do período carnavalesco.

Esse contexto também se reflete no mercado de seguros. Segundo dados da Zurich Seguros, líder em proteção para celulares no Brasil, o período entre o Carnaval e o pós-Carnaval está entre os mais críticos em termos de sinistralidade: o intervalo tem o maior índice de acionamento do seguro do ano, com crescimento de 20% comparado a média dos demais meses, tendo como base o ano de 2025. E por isso, a proteção do seguro celular é fundamental.

“O Carnaval reúne uma combinação de fatores que aumenta o risco de perda do celular, como aglomeração, distração e uso constante do aparelho. Muitas vezes, o consumidor só percebe a dimensão do prejuízo depois que o problema acontece”, afirma Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich Seguros.

Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich Seguros / Foto: Divulgação
Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich Seguros / Foto: Divulgação

Dados históricos acompanhados pela seguradora indicam ainda uma mudança no perfil dos sinistros ao longo dos últimos anos. Os furtos passaram a representar a maior parte das ocorrências registradas, superando outros tipos de danos. “Em 2018 os registros de furtos representavam 43,7% do total de casos notificados. Já em 2023 e em 2024, essa proporção foi, respectivamente, de 53% e 56%”, complementa o executivo. Isso indica que a atenção dos foliões deve ser redobrada.

Além da perda do aparelho em si, o impacto tende a ser ampliado pela dependência crescente do smartphone no dia a dia. É de conhecimento público que uma parcela significativa da população utiliza o celular como ferramenta de trabalho, especialmente em atividades ligadas à economia informal, o que faz com que a perda do dispositivo represente não apenas um transtorno, mas também impacto direto na renda.

“O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação. Ele concentra informações pessoais, profissionais e financeiras e, para muitas pessoas, é essencial para o trabalho, para a organização da vida cotidiana e para o acesso a serviços digitais que fazem parte da rotina”, explica Carlos Eduardo.

Durante o Carnaval, esse risco é potencializado pelo uso intensivo de meios de pagamento digitais. O Pix está entre os meios de pagamento utilizados durante a folia, o que reforça a importância da proteção de um dispositivo que concentra dados sensíveis e acesso a recursos financeiros.

Gap de proteção

Para além da época carnavalesca, o mercado de seguros para celulares segue em crescimento no Brasil, acompanhando a valorização dos aparelhos e a maior percepção de risco por parte dos consumidores. Informações da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) apontam que, atualmente, esse mercado movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano.

“Esse movimento reflete uma mudança gradual no comportamento do consumidor, que passa a enxergar o celular como um bem que merece cuidados semelhantes aos de outros itens de valor do dia a dia. Nesse cenário, o seguro celular ganha relevância como uma forma de proteção e de redução de impactos em situações de perda ou roubo.

Atualmente, cerca de 10 milhões de smartphones contam com algum tipo de cobertura no país, o que indica espaço relevante para expansão, já que isso representa apenas 4% da base total de smartphones em uso no país.

“Apesar do crescimento dos últimos anos, o percentual de proteção ainda é muito baixo. Há muito espaço para crescer, para promover a conscientização sobre a importância do seguro, e isso não pode acontecer apenas depois que um infortúnio acontece”, pontua o superintendente de Parcerias da Zurich Seguros.

Em um cenário de maior circulação de pessoas e uso intensivo do celular, o planejamento passa a ser um aliado importante para quem quer aproveitar a folia com mais tranquilidade. A combinação entre conscientização, escolhas preventivas e soluções de proteção ajuda a reduzir imprevistos e a minimizar transtornos em um dos períodos mais movimentados do ano.

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