Casa do Seguro encerra COP30 com neutralidade de emissões de carbono

Casa do Seguro encerra COP30 com neutralidade de emissões de carbono / Foto: Divulgação
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Confederação adquiriu 105 créditos de carbono ofertados pelo do projeto Cerâmica Kamiranga

A Casa do Seguro na COP30, iniciativa que funcionou como embaixada do setor segurador durante a 30ª edição da Conferência do Clima, realizada em Belém, encerrou oficialmente suas atividades com a aquisição de 105 créditos de carbono, equivalentes a 105 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e), destinados à neutralização integral das emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas ao longo dos 11 dias do evento.

A aquisição dos créditos pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em volume superior às 104,258 toneladas de CO₂ equivalente emitidas reforça o papel da CNseg nas discussões ambientais no Brasil.

A compensação em volume superior ao emitido foi realizada com o apoio da Eccaplan, empresa pioneira no Brasil em soluções sustentáveis e inovadoras para quantificação e compensação de emissões, e é uma prática padrão do mercado de carbono: os créditos são negociados exclusivamente em unidades inteiras, cada uma correspondente a uma tonelada (1.000 kg) de CO₂.

“Como não é possível adquirir frações, as 104,258 toneladas apuradas no inventário exigiram o arredondamento para cima, resultando na compra de 105 créditos. Esse procedimento garante a neutralização total das emissões e reforça o compromisso climático ao ultrapassar a neutralidade estrita”, destaca Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg.

A compensação foi realizada por meio do projeto Cerâmica Kamiranga, localizado em São Miguel do Guamá, no Pará. O projeto foi selecionado por seu alinhamento geográfico e por apresentar impactos socioambientais relevantes na região amazônica. A iniciativa atua na substituição do uso de lenha nativa por biomassa renovável no processo produtivo cerâmico, evitando de forma contínua a emissão de gases de efeito estufa. Cada tonelada de CO₂ evitada é convertida em um crédito de carbono, posteriormente comercializado e permanentemente aposentado, assegurando que a redução de emissões seja real, mensurável e definitiva.

Os 105 créditos adquiridos pela Casa do Seguro já foram formalmente aposentados em nome da organização, o que significa que não estão mais disponíveis para comercialização em plataformas públicas. Essa aposentadoria permanente garante a integridade ambiental da compensação e evita qualquer possibilidade de dupla contagem.

Claudia Prates acredita ainda que a aquisição dos créditos contribui para a viabilidade econômica do projeto, assegurando sua operação, manutenção e expansão. “Os recursos gerados fortalecem toda a cadeia do mercado de carbono, remunerando etapas como estruturação metodológica, monitoramento, verificação independente, registro e gestão, o que confere rastreabilidade, legitimidade e confiabilidade ao processo”, disse.

O inventário de emissões contemplou diferentes frentes operacionais do evento. Nos deslocamentos terrestres, foram considerados os trajetos realizados pela equipe ao longo das fases de montagem, realização e desmontagem, com distribuição modal informada de 70% em motocicletas, 20% em automóveis e 10% em ônibus, além de quatro caminhões que percorreram, ao todo, 46.136 quilômetros até Belém. Nos deslocamentos aéreos, foram contabilizadas viagens de cerca de 70 pessoas, com origens distribuídas entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Também foi incluído no cálculo o consumo de 14.650 litros de óleo diesel utilizados em geradores, enquadrados na categoria de infraestrutura.

“Todos os cálculos seguiram a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, utilizando fatores de emissão específicos para cada modal de transporte e fonte energética, com base em dados operacionais fornecidos pela própria organização”, explicou Claudia.
A compensação resultou na concessão do selo Evento Neutro, que atesta a realização de inventário completo das emissões e a compensação ambiental integral dentro do escopo definido. O registro da neutralização é vitalício e pode ser verificado publicamente, sustentado por metodologia reconhecida, dados reais validados tecnicamente e compensação realizada com créditos provenientes de projetos auditados, o que reforça a transparência e mitiga riscos de greenwashing.

Para o mercado segurador, a iniciativa representa uma sinalização objetiva de governança ESG, alinhando discurso e prática na condução de eventos institucionais e fortalecendo a credibilidade do setor diante de segurados, investidores e da sociedade. Já para a CNseg, o processo consolida a autoridade institucional em temas de clima e sustentabilidade, além de estabelecer um modelo replicável para todo o ecossistema segurador, posicionando o setor como protagonista na agenda climática brasileira.

A Casa do Seguro foi um projeto concebido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) para promover o debate sobre temas estratégicos, entre eles o papel do mercado segurador na resiliência climática e na agenda de mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Essa abordagem se insere em uma trajetória já consolidada da entidade na incorporação de práticas sustentáveis em seus eventos institucionais.

Antes mesmo da compensação dos créditos de carbono da Casa do Seguro, a CNseg já havia recebido o selo de Evento Neutro pela realização da Conseguro 2025, reconhecimento concedido com base na realização de inventário e neutralização das emissões no mercado voluntário de carbono, o que reforça a continuidade e a coerência da atuação da entidade na agenda climática.

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