Grupo HDI

CEO da Wiz Co (WIZC3) elenca as 5 principais tendências para o mercado de seguros em 2026

Foto por: Johannes Plenio/ Unsplash Images
Foto por: Johannes Plenio/ Unsplash Images

Avanços tecnológicos e preocupação com eventos causados pelas mudanças climáticas estão entre as principais expectativas para o ano no mercado de seguros

O mercado de seguros começa o ano com expectativa de crescimento de 8% em 2026, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A estimativa considera todos os segmentos, exceto a Previdência Aberta, que ainda não dispõe de parâmetros suficientes para cálculo, em razão da mensuração do IOF.

A projeção da CNseg supera em 2% o crescimento previsto para 2025 mas, ainda assim, a expansão do setor se mantém estável e dentro da média dos últimos anos. “O mercado de seguros tem se mostrado resiliente e com crescimento estável há mais de 10 anos. Ainda assim, há muitas oportunidades dentro do mercado brasileiro para expandir ainda mais, especialmente levando em conta a conscientização dos clientes”, diz Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co (WIZC3).

O executivo chama atenção, por exemplo, para a previsão de que os seguros residenciais devem crescer mais de 10%, impulsionado pelo aquecimento do mercado imobiliário e pela preocupação dos consumidores pós-eventos climáticos extremos. “No entanto, para que tal expansão ocorra, é preciso olhar para além da necessidade imediata e também ter foco no longo prazo, por isso o avanço tecnológico também faz parte do cardápio de 2026 para o setor”, explica o CEO, que acredita que o setor chegou em um ponto de inflexão.

“Após anos de aceleração digital, o setor passa a ser moldado por forças estruturais, como os riscos climáticos, a evolução regulatória e o uso intensivo de dados, que redefinem produtos, preços e a própria lógica de proteção no país”, completa. Marcus Vinícius elenca o que, na sua perspectiva, serão as 5 principais tendências para o mercado de seguros em 2026:

1) Inteligência artificial generativa

Já aplicada em modelos de precificação mais acurados, na automação do atendimento por meio de linguagem natural, na previsão de sinistros de menor risco e no avanço de processos regulatórios mais eficientes e personalizados, a inteligência artificial generativa tende a evoluir. Com algoritmos mais sofisticados, passará a permitir a análise do comportamento do cliente em tempo real e a entrega de soluções customizadas com maior rapidez. É a consolidação do “tailor made” no mercado de seguros.

2) Open Insurance

À medida que o Sistema de Seguros Aberto (SISS) amadurece, a integração entre seguradoras, insurtechs, plataformas digitais e corretores tende a se intensificar. Esse ambiente mais conectado favorece experiências mais simples e transparentes para o consumidor e viabiliza o surgimento de novos modelos de negócio sustentados pelo uso compartilhado de dados. Ganham força a portabilidade, práticas de precificação mais equilibradas e o desenvolvimento de produtos mais alinhados às necessidades dos clientes. Para os corretores, o Open Insurance se consolida como uma oportunidade de obter uma visão completa do consumidor, ampliando o potencial de cross-selling e fortalecendo o relacionamento de longo prazo.

3) Seguro embarcado

Ao ser incorporado diretamente à jornada de aquisição de outros produtos e serviços (como celulares, automóveis, viagens, eventos ou compras em marketplaces), o seguro embarcado transforma a contratação da cobertura em uma etapa quase invisível e extremamente conveniente para o consumidor.

4) Maior eficiência na gestão de risco

Ao definir de forma mais objetiva temas como cláusulas abusivas, períodos de carência e regras de cancelamento, o novo Marco Legal dos Seguros tende a diminuir disputas judiciais e a fortalecer a confiança dos consumidores no mercado.

5) Agenda climática no centro da estratégia

Com o aumento do risco climático, as seguradoras são levadas a rever limites e padrões das apólices, além de ampliar soluções de prevenção, seguros paramétricos e instrumentos de transferência de risco. Nesse contexto, a agenda climática deixa de ser apenas um tema de sustentabilidade e passa a ocupar o centro da estratégia de negócio, da gestão de capital e do relacionamento com reguladores, resseguradores e clientes.

Total
0
Shares
Anterior
APet amplia a jornada de inclusão em planos de saúde pet no Brasil
Luiz Gênova, CEO da APet / Foto: Divulgação

APet amplia a jornada de inclusão em planos de saúde pet no Brasil

A APet anuncia o lançamento da maior campanha de inclusão à saúde e cuidados Pet

Próximo
Conheça 4 empresas de tecnologia lideradas por mulheres que estão inovando no mercado brasileiro
A woman sitting at a desk using a computer

Conheça 4 empresas de tecnologia lideradas por mulheres que estão inovando no mercado brasileiro

Do Customer Intelligence à gestão de riscos, empreendedoras de tecnologia ganham

Veja também