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Ciclista lança consórcio nacional inédito para aquisição de bicicletas

FF>>Seguros participa do Shimano Fest, o maior evento de bike da AL / Foto: Leandro Boogalu / Pexels
Foto: Leandro Boogalu / Pexels

Projeto foi adotado pelo Consórcio Magalu, um dos três maiores do país

Atuando há 22 anos no ramo de consórcio, mais de 8 anos deles representando o Consórcio Magalu, atualmente como gestor de negócios, André Souza, ex-campeão paranaense de ciclismo e com vários títulos acumulados no esporte, acompanhou o boom da demanda por bicicletas que veio com a pandemia de Covid-19 e das pessoas que, como ele, começavam a se interessar cada vez mais pela prática do pedal. Foi quando decidiu, após várias pesquisas realizadas com empresários e profissionais liberais, lançar um projeto inédito no mercado: o consórcio para bikes.

“Esta modalidade é um projeto meu. Mas, como gestor de negócios do Consórcio Magalu, criei e desenvolvi um consórcio dentro da empresa nunca antes oferecido ao mercado. Todas as tratativas para formalização das vendas são realizadas através dos canais de atendimento do Magalu, mas a supervisão e a personalização do atendimento de cada cliente é minha. Conheço o segmento em profundidade e sei das oportunidades que estamos trilhando, das vantagens para a indústria do segmento e para os clientes que querem investir em bicicletas com maior potencial”, afirmou.

Desafio como motivação

Em 2014, aos 34 anos, morador em Cambé, norte do Paraná, André Souza decidiu comprar sua primeira mountain bike ao ser desafiado pelos amigos. “Meu pai tinha o hábito de pedalar na rodovia BR-376, de Cambé até Arapongas. Meus amigos diziam que meu pai era muito mais saudável do que eu. Fui, então, desafiado a comprar uma bicicleta e optei por uma mountain bike. Comecei a acompanhá-lo no mesmo trajeto e percebi que fazia isso com facilidade”, contou Souza.

Em 2018, já morando em Londrina, vizinha à Cambé, desde o casamento em 2015, André quis investir em uma nova bicicleta com a meta de ampliar as distâncias percorridas e buscar novos desafios. “Comprei pela internet sem ter nenhuma informação técnica. Adquiri junto os acessórios principais como capacete, sapatilha, suporte de garrafa e comecei a pedalar três vezes na semana, de Londrina até Arapongas, totalizando cerca de 70 km. E a cada percurso conseguia diminuir mais o tempo gasto”, acrescentou.

Quando fez sua inscrição no seu primeiro campeonato paranaense de bike, venceu com o melhor tempo. “Acelerei e quando percebi estava sozinho e todos tinham ficado para trás. Cheguei muito à frente dos demais e comecei a me destacar como atleta”, disse. Ao levar a bicicleta para ajustar o pneu em uma loja do segmento, a Kött Cyclery, Souza chamou a atenção dos proprietários Rodolfo e Wladimyr.

“Contei sobre os tempos cronometrados que fazia e acharam surpreendente. Passei a participar de um grupo de pedal. Em um dos percursos, com bastante subida, meu celular tocou. Eu atendi e continuei a pedalar na subida, sem perder o fôlego. Foi o que bastou para que fosse convidado a ser embaixador da loja e daí passar a entender verdadeiramente de bicicleta”, relatou.

O boom na pandemia

Com a chegada da pandemia e o lockdown, as bicicletas começaram a faltar no mercado. “Percebi que muitas pessoas que queriam comprar bicicletas melhores não encontravam formas facilitadas de pagamento. O normal era o parcelamento em 6 a 10 meses no cartão de crédito. Mas esse parcelamento para bicicletas de maior valor agregado deixava o financiamento inviável para muita gente. Como sempre trabalhei com venda de consórcio, comecei a questionar o porquê da não existência de um consorcio exclusivo para compra de bicicletas”, salientou.

Foi assim que os perfis, atleta e vendedor, de André Souza se somaram. “Fui investigar com profundidade esse mercado. Conversei com as pessoas para entender desejos, necessidades e facilidades que buscavam. Mesmo quem comprava bicicletas com valores maiores, acabava sem recursos para investir nos acessórios, que são muito importantes como o capacete, por exemplo. Fui a várias lojas para conversar com os clientes e entender melhor as dificuldades e expectativas com a compra da bicicleta. Percebi que o plano de consócio deveria também viabilizar a compra dos acessórios e peças avulsas e inseri essas facilidades no consórcio para bikes que lançamos no mercado”.

Nove assembleias, 30 bikes contempladas

As modalidades de consórcio no Magalu, destinados à aquisição de eletrodomésticos, incluindo bicicletas mais simples, são para produtos com valores até 10 mil reais, segundo Souza. Contudo, para a aquisição de bicicletas de alta performance seria necessária carta de crédito de maior valor. “Minha proposta foi criar um consórcio para bikes com créditos de 16 mil a 30 mil reais, sendo possível a aquisição de até três cartas pelo mesmo cliente, alcançando 90 mil reais em crédito. O Magalu aceitou a minha ideia e em janeiro de 2024 comecei a pôr tudo em prática, assumindo todos os riscos”, disse.

O primeiro grupo, com 200 pessoas, teve a sua primeira assembleia realizada no mês de março. “São empresários, médicos, profissionais liberais, pessoas que andam de bicicleta por lazer e corridas, e querem ter uma bicicleta melhor para se desafiar no esporte. Desde março já foram realizadas nove assembleias com 30 clientes contemplados. Meu objetivo é que a indústria de bicicletas adote o consórcio para oferecer aos seus clientes de forma personalizada. Num plano de 48 meses podemos considerar que cada grupo de 200 pessoas, fechado dentro de cada ano, irá consumir, em 4 anos, cerca de 800 bicicletas. Imagine isso sendo replicado para cada loja de bicicleta da marca no varejo. Daria um volume gigantesco de bicicletas já sendo produzidas com garantia de entrega”, destacou Souza.

De acordo com ele, o mercado de bicicletas é extenso, envolve muitos grupos pelo país, provas de bike que reúnem mais de mil pessoas e grande quantidade de lojas em todas as regiões do Brasil, com base de clientes de vários perfis de renda financeira. “Só conhece esse universo quem está dentro, quem participa desse nicho. Hoje, por exemplo, vem crescendo muito as bicicletas assistidas, que custam acima de 20 mil reais, e que está possibilitando que muitas pessoas, antes sedentárias, comecem a se exercitar. Meu propósito não é somente vender bicicletas. Quero que o consórcio seja um exemplo de possibilidade para que todas essas pessoas possam acessar bicicletas de alta performance. Estou divulgando um produto que eu uso e que tenho conhecimento profundo, tanto do segmento de bicicletas, quanto de consórcios, e que beneficia diretamente consumidores, lojistas e indústria do setor”, finalizou.

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