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Curitiba lidera alta da cesta básica em dezembro; Rio segue com a cesta mais cara do país, aponta levantamento Neogrid & FGV IBRE

Foto por: Ella Olsson/ Unsplash Images
Foto por: Ella Olsson/ Unsplash Images

Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo registram as maiores altas do mês

O Rio de Janeiro segue como a capital com a cesta básica mais cara do país, apesar da queda mensal de 0,85%, passando de R$ 995,76 em novembro para R$ 987,32 em dezembro. No acumulado dos últimos seis meses, a cesta subiu de R$ 958,90 em julho para R$ 987,32 em dezembro, avanço de 2,96%, mantendo-se em patamar elevado no segundo semestre, apesar da redução no fechamento do ano.

São Paulo registrou alta de 1,52% no mês, com a cesta passando de R$ 924,53 para R$ 938,59. Apesar do aumento em dezembro, o acumulado semestral ainda mostra retração de 1,19%, com o custo recuando de R$ 949,87 em julho para R$ 938,59 em dezembro, sinalizando acomodação parcial após oscilações observadas ao longo do período.

Em Fortaleza, a cesta apresentou queda de 0,61%, passando de R$ 866,49 para R$ 861,24. No acumulado de seis meses, no entanto, o movimento ainda é de alta moderada (1,03%), com o valor subindo de R$ 852,45 em julho para R$ 861,24 em dezembro, indicando variação moderada no semestre.

Manaus teve aumento mensal de 0,69%, com a cesta passando de R$ 846,73 para R$ 852,60. No acumulado semestral, a capital segue como principal destaque de alta, com avanço de 13,76%, subindo de R$ 749,47 em julho para R$ 852,60 em dezembro, refletindo pressões persistentes associadas a custos logísticos e maior dependência de itens industrializados.

Salvador registrou recuo de 0,67%, com a cesta passando de R$ 835,19 em novembro para R$ 829,58 em dezembro. No acumulado de seis meses, a capital apresenta queda de 3,39%, com o custo recuando de R$ 858,67 em julho para R$ 829,58 em dezembro, reforçando o cenário de alívio gradual após os picos registrados no meio do ano.

Brasília apresentou alta de 1,38% no mês, com a cesta passando de R$ 817,74 para R$ 829,05. No acumulado semestral, a variação é positiva em 2,03%, com o valor subindo de R$ 812,53 em julho para R$ 829,05 em dezembro, indicando retomada de pressão sobre itens essenciais ao final do ano.

Curitiba registrou a maior alta mensal do levantamento (2,51%), com a cesta passando de R$ 773,49 para R$ 792,89. No acumulado de seis meses, a capital também apresenta alta expressiva (6,22%), subindo de R$ 746,46 em julho para R$ 792,89 em dezembro, refletindo avanço mais forte no fechamento do semestre.

Belo Horizonte, que permanece com a cesta mais barata entre as capitais analisadas, teve aumento de 2,09% no mês, com o custo passando de R$ 695,47 para R$ 710,04. No acumulado de seis meses, a capital registra alta de 3,36%, com a cesta avançando de R$ 686,96 em julho para R$ 710,04 em dezembro, mostrando recomposição gradual no período.

Quadro 1 – Preços médios da cesta básica em dezembro/25, por capital

Quadro 2 – Variação acumulada da cesta básica em dezembro/25, por capital

Comportamento acumulado no semestre

No acumulado dos últimos seis meses, o comportamento da cesta básica segue heterogêneo entre as capitais monitoradas. Manaus lidera com ampla margem, acumulando alta de 13,76%, refletindo pressões persistentes associadas a custos logísticos e maior peso de itens industrializados. No sentido oposto, Salvador (-3,39%) e São Paulo (-1,19%) registram queda no período, sugerindo acomodação dos preços após os picos observados ao longo do segundo semestre.

Entre as demais capitais, Curitiba (6,22%), Belo Horizonte (3,36%) e Rio de Janeiro (2,96%) apresentam avanços moderados, enquanto Brasília (2,03%) e Fortaleza (1,03%) registram variações mais contidas no semestre.

O fechamento de dezembro de 2025 reforça um cenário de volatilidade regional no custo de vida. As maiores altas mensais ocorreram no Sul e Sudeste, com destaque para Curitiba e Belo Horizonte, enquanto o Nordeste apresentou alívio, com quedas em capitais como Salvador e Fortaleza, influenciadas pelo recuo no preço do arroz.

O Rio de Janeiro encerrou o ano com a cesta básica mais cara do país (R$ 987,32), apesar da retração mensal, enquanto Manaus registrou a maior pressão acumulada no semestre, refletindo desafios logísticos que elevaram os custos de produtos como fubá e farinhas. De forma geral, a deflação de itens essenciais — como leite UHT, arroz e açúcar — contribuiu para conter uma alta mais acentuada do indicador, compensando pressões vindas de carnes e frutas.

Itens que mais pressionam os preços da cesta básica no semestre por capital

No recorte semestral até dezembro, as principais pressões de alta no custo da cesta básica vieram de frutas, carnes e derivados de milho, com comportamento desigual entre as capitais. No Rio de Janeiro, o óleo de soja registrou avanço expressivo (17,95%), enquanto em Salvador a maior pressão veio do grupo das frutas (13,64%). Em São Paulo, a carne bovina também chamou atenção, com alta de 18,63% no semestre, figurando entre os principais vetores de pressão na capital.

Principais itens por capital:

  • Rio de Janeiro: óleo (17,95%), frutas (14,32%), margarina (13,42%);
  • Salvador: frutas (13,64%), bovino (8,52%), café em pó e em grãos (6,02%);
  • Manaus: óleo (17,09%), molho de tomate (10,44%), fubá e farinhas de milho (9,97%);
  • Belo Horizonte: fubá e farinhas de milho (17,60%), óleo de soja (14,27%), frutas (10,24%);
  • Brasília: pão (11,30%), suíno (9,13%), bovino (8,35%);
  • Curitiba: legumes (18,77%), óleo de soja (14,61%), margarina (7,64%);
  • Fortaleza: óleo de soja (12,17%), suíno (10,66%), pão (8,72%);
  • São Paulo: bovino (18,63%), óleo (11,46%), molho de tomate (5,56%).

“O fechamento de dezembro de 2025 revelou um cenário de forte volatilidade regional no custo de vida. Enquanto as maiores altas mensais ocorreram no Sul e Sudeste, com destaque para Curitiba e Belo Horizonte, o Nordeste apresentou alívio, com quedas em capitais como Salvador e Fortaleza impulsionadas pelo recuo no preço do arroz. O Rio de Janeiro encerrou o ano com a cesta básica mais cara do país (R$ 987,32), apesar de uma leve queda no mês, enquanto Manaus registrou a maior pressão acumulada no semestre, refletindo desafios logísticos que encareceram produtos como o fubá e as farinhas. De forma geral, a deflação em itens essenciais como leite UHT, arroz e açúcar foi o fator decisivo para evitar uma alta mais acentuada no índice nacional, compensando a pressão vinda das carnes e frutas, explica Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid.

Quadro 3 – Maiores variações de preços da cesta básica em dezembro/2025, por capital.

Itens que ajudaram a conter o custo da cesta o mês

Por outro lado, itens essenciais tiveram papel importante na moderação do custo final da cesta em dezembro. Arroz, leite UHT, açúcar e frango registraram recuos relevantes em diferentes capitais, contribuindo para conter uma alta mais disseminada. Curitiba e Rio de Janeiro se destacaram pela queda do leite UHT (-8,66% e -8,37%, respectivamente), enquanto Fortaleza apresentou recuo expressivo no arroz (-4,43%). O movimento indica que, apesar da pressão em itens processados e proteínas, o alívio nos preços de produtos básicos do dia a dia foi determinante para limitar o avanço nos preços médios da cesta no mês.

Quadro 4 – Menores variações de preços da cesta básica em dezembro/2025, por capital

Cesta Ampliada: movimentos mistos entre as capitais

A cesta de consumo ampliada, que reúne os 18 itens da cesta básica mais 15 produtos de higiene e limpeza, apresentou comportamento variado em dezembro, refletindo pressões pontuais em itens industrializados, apesar do alívio observado em alguns alimentos essenciais.

Capitais com alta em dezembro:

  • Curitiba: 1,82%, totalizando R$ 1.807,17;
  • São Paulo: 0,78%, alcançando R$ 2.074,17;
  • Brasília: 0,77%, totalizando R$ 2.010,05;
  • Belo Horizonte: 0,69%, para R$ 1.877,27;
  • Manaus: 0,49%, fechando em R$ 1.876,07.

Capitais com queda em dezembro:

  • Rio de Janeiro: -1,96%, totalizando R$ 2.229,29, mantendo-se a cesta mais cara do país;
  • Salvador: -1,51%, chegando a R$ 1.901,70;
  • Fortaleza: -0,85%, com R$ 1.913,95.

Os produtos industrializados e de higiene pessoal seguiram como os principais vetores de pressão na cesta ampliada em dezembro, refletindo custos de produção, embalagens e logística.

Em Manaus, alimentos processados como o hambúrguer registraram alta de 5,92%, enquanto, em Brasília, a linguiça avançou 3,63%. No Rio de Janeiro, a elevação no preço médio da linguiça (3,02%) também contribuiu para sustentar a pressão do mês.

Em outras capitais, a pressão veio de itens industrializados e de higiene, como chocolates e produtos de limpeza pessoal. Em São Paulo, o chocolate teve aumento de 2,73%, e em Belo Horizonte o hambúrguer subiu 2,33%. Já Curitiba apresentou alta em enlatados e conservas (1,83%), Fortaleza teve avanço em batata congelada (1,48%) e Salvador registrou elevação no papel higiênico (1,12%).

Destaques por capital:

  • Manaus: hambúrguer (5,92%);
  • Brasília: linguiça (3,63%);
  • Rio de Janeiro: linguiça (3,02%);
  • São Paulo: chocolate (2,73%);
  • Belo Horizonte: hambúrguer (2,33%);
  • Curitiba: enlatados e conservas (1,83%);
  • Fortaleza: batata congelada (1,48%);
  • Salvador: papel higiênico (1,12%).

Quadro 5 – Preços médios em R$ da cesta de consumo ampliada em dezembro/25, por capital

Quadro 6 – Maiores variações de preços da cesta ampliada em dezembro/2025, por capital

 

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