Desigualdade de gênero no Setor Jurídico: maioria nas faculdades, mulheres perdem espaço nos escritórios

Desigualdade de gênero no Setor Jurídico: maioria nas faculdades, mulheres perdem espaço nos escritórios / Foto: Tim Gouw / Unsplash Images
Foto: Tim Gouw / Unsplash Images

As mulheres são maioria na área do Direito. Porém, têm menor representatividade dentro dos escritórios e departamentos jurídicos de empresas; Constatação é parte do Raio-x do Advogado Brasileiro, o mais recente estudo promovido pelo Cálculo Jurídico, que avalia tendências e realidades dos profissionais do setor jurídico no Brasil

As mulheres são maioria na área do Direito. Porém, têm menor representatividade dentro dos escritórios e departamentos jurídicos de empresas. A constatação é parte do Raio-x do Advogado Brasileiro, o mais recente estudo promovido pelo Cálculo Jurídico, que avalia tendências e realidades dos profissionais do setor jurídico no Brasil.

O país tem hoje, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 700 mil advogadas contra 663 mil advogados. Entretanto, de acordo com os dados do Censo Jurídico, elas compõem apenas 37% dos quadros de profissionais presentes dentro dos escritórios. Em 2021, elas representavam 40,8%, o que demonstra uma queda considerável em um período tão curto. Dentro dos departamentos jurídicos das empresas, a situação não é diferente. Em 2021, a representatividade feminina era de 51,7% e, neste ano, caiu para 49%.

Ana Cecília Fernandes, advogada especialista em Processo Civil, aponta que essa queda na representatividade feminina é reflexo de uma questão cultural. “Ainda hoje, vivemos em uma sociedade sexista e machista, onde muitas organizações têm preconceitos em relação às mulheres como profissionais. Durante o processo de contratação, algumas empresas ainda consideram que as mulheres podem tirar licença-maternidade, ter mais faltas devido aos cuidados com os filhos e até serem menos produtivas devido à TPM (tensão pré-menstrual). Infelizmente, muitas vezes, as mulheres são avaliadas pelo gênero em vez de sua qualidade técnica”.

Na percepção de Ana, no momento de uma tomada de decisão dentro da área do Direito, também costuma ser dada maior credibilidade aos profissionais do sexo masculino.”Na área jurídica, é notável que os advogados predominam nas audiências e tribunais, muitas vezes sendo considerados mais incisivos e assertivos. No entanto, quando advogadas adotam a mesma abordagem, podem ser estigmatizadas como ‘loucas’. Essa visão preconceituosa e a falta de respeito contribuem para que muitas advogadas se sintam desconfortáveis em certos ambientes e, em alguns casos, desistam de seguir carreiras de destaque na área jurídica”.

Raio-x do Advogado Brasileiro é o mais recente estudo sobre os advogados e o setor jurídico no Brasil. Ele leva em conta a participação de centenas de advogados por todo o país, entrevistados para o Censo Jurídico, pesquisa produzida pela Projuris e, em 2023, realizada em parceria com o Cálculo Jurídico.

Das análises feitas foram tirados diversos insights que indicam tendências e realidades do mercado jurídico. Outras estatísticas indicadas no raio-x são:

  • A renda dos advogados aumentou
  • Advogados de SP ganham mais do que os do RJ
  • Renda está diretamente ligada à carga horária
  • Marketing Jurídico dispara entre os interesses dos advogados
  • Entre outras…

Confira todos os insights em https://calculojuridico.com.br/raio-x-do-advogado-em-2023/.

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