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Dezembro registra retração de 2% no movimento no varejo físico, aponta IICV Seed

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O resultado só não foi mais negativo devido à alta registrada no período do Natal

O varejo físico nacional registrou retração de 2% no número de visitantes em dezembro, comparado ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice de Intenção de Compra no Varejo (IICV), estudo divulgado mensalmente pela Seed Digital.

Por outro lado, o maior evento do calendário promocional, o Natal, ajudou para que o mês não fosse ainda mais negativo. No período entre os dias 19 e 25 de dezembro, o IICV Seed registrou crescimento de 4,3% em relação aos mesmos dias de 2024, indicando que o consumo natalino esteve presente.

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O resultado de dezembro de 2025 evidencia um mês marcado por consumo seletivo, concentração de vendas no período natalino e maior peso dos canais digitais, com impacto direto sobre o desempenho do varejo físico ao longo do mês como um todo”, avalia Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital.

Sudeste é a única região que não cresce em dezembro

A Região Sudeste apresentou retração expressiva de 11,1%, exercendo impacto direto sobre o resultado nacional, devido a sua relevância econômica no cenário nacional.

As demais regiões do país cresceram de forma acentuada: Nordeste 10,8%, Norte 8,3%, Sul 6,9% e Centro-Oeste 2,9%.

“O Sudeste possui um nível de adoção do e-commerce acima da média nacional, tanto em volume quanto em recorrência. Assim, em um contexto de avanço acelerado do comércio eletrônico, é natural que os impactos mais relevantes — positivos ou negativos para o varejo físico — se concentrem justamente nessa região”, afirma Raulino.

Shopping e rua refletem o cenário nacional

As lojas de Rua mantiveram sua performance com um crescimento bastante tímido (0,3%), enquanto os Shopping apresentaram retração de 3,6%.

O desempenho das lojas de shoppings foi especialmente inesperado, uma vez que os centros comerciais investem e se preparam para receber maior quantidade de consumidor, com eventos, decorações natalinas e outros atrativos. Essa queda sinaliza que o ambiente de experiência física não conseguiu superar a força do contexto econômico e das ofertas digitais no Natal. As lojas de Rua apresentaram desempenho ligeiramente menos ruim, mas igualmente penalizado pela queda geral do varejo físico.

Perfumaria, Maquiagem e Cosmético se destacam

O segmento de Perfumaria, Maquiagem e Cosméticos ditou o ritmo do consumo neste Natal e apresentou o melhor desempenho entre todos os setores, com crescimento de 9,8%. Além dele, o Departamento Casa (4,5%) também se destacou como uma das categorias mais procuradas no período, reforçando a tendência de consumo voltada ao bem-estar, e valorização da casa.

Na contramão, os segmentos de Moda e Farmácias registraram as maiores retrações do período, com quedas de 16,9% e 8,3%, respectivamente.

O que esperar de 2026

De acordo com o CEO da Seed Digital, o cenário econômico aponta para um ano exigente, com menor tolerância ao erro e maior custo para decisões mal calibradas.  “O ano tende a ser desafiador, uma vez que teremos Copa, Eleições e muitos feriados prolongados. Tudo isso interfere diretamente na performance do varejo. Por outro lado, espera-se por uma redução dos juros no médio prazo e o impacto das medidas de alívio tributário, que podem gerar algum estímulo ao consumo”, finaliza o executivo.

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