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Empresas ampliam gastos com saúde, mas ainda falham na gestão eficiente, aponta pesquisa inédita apresentada no CONARH Saúde

Foto por: Dylan Gillis/ Unsplash Images Foto por: Dylan Gillis/ Unsplash Images
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Levantamento revela alta acelerada dos custos, baixa maturidade na gestão e aponta caminhos para maior eficiência nas empresas brasileiras

A gestão da saúde corporativa nas empresas brasileiras ainda enfrenta desafios estruturais relevantes, em um contexto de forte pressão de custos e crescente impacto sobre os resultados organizacionais. A nova edição da Pesquisa de Gestão de Saúde Corporativa 2025, conduzida pela ABRH Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos), mostra que, embora 92% das empresas ofereçam planos de saúde, os gastos vêm crescendo de forma acelerada.

Em 2025, 28% das empresas registraram elevação de custos acima de 20%, mais que o triplo do observado em 2020, quando esse índice era de apenas 8%. No sentido oposto, a parcela de empresas com custos anuais abaixo de 5% (patamar próximo à inflação medida pelo IPCA), caiu de 30% em 2020 para 15% em 2025, evidenciando o avanço consistente das despesas com saúde corporativa no período.

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O estudo, apresentado durante o CONARH Saúde 2026, por Luiz Edmundo Rosa, Diretor de Saúde e Bem-Estar da ABRH Brasil, ouviu 419 empresas de diferentes portes e setores, que juntas representam 3,15 milhões de pessoas com planos de saúde, consolidando uma das análises mais abrangentes já realizadas no país sobre o tema.

Os dados revelam um cenário desafiador: apesar da relevância do tema, apenas cerca de metade das lideranças considera a saúde uma prioridade estratégica, e mais de 50% das empresas ainda não adotam práticas estruturadas de gestão, como políticas, comitês ou uso integrado de dados. Como consequência, os custos seguem em alta e a eficiência das ações permanece limitada.

Rosa destaca que há oportunidades claras de evolução com base nas evidências do estudo. “Os dados mostram que empresas que estruturam sua gestão, investem em prevenção e utilizam melhor as informações conseguem resultados superiores. Ou seja, existe um caminho comprovado para reduzir custos e, ao mesmo tempo, melhorar a saúde das pessoas”, completa.

Por outro lado, a pesquisa também aponta um caminho claro: empresas que adotam práticas mais estruturadas, com foco em gestão, prevenção e uso de dados, conseguem resultados superiores e maior controle de custos, demonstrando que a transformação é possível e viável para todo o mercado.

Principais destaques da pesquisa

  • 92% das empresas oferecem plano de saúde, reforçando o benefício como um dos mais valorizados pelos colaboradores.
  • Em 2025, 28% das empresas registraram elevação de custos acima de 20% (em 2020, eram 8%);
  • A parcela de empresas com custos anuais abaixo de 5% — patamar próximo à inflação medida pelo IPCA — caiu de 30% em 2020 para 15% em 2025;
  • 46% das empresas esperam nova elevação, indicando pressão contínua sobre os orçamentos.
  • Apenas 50% da alta liderança e 48% de RH consideram a saúde uma prioridade organizacional.
  • Embora 53% ofereçam convênios com academias, apenas 31% incentivam efetivamente a prática de exercícios.
  • 50% das empresas possuem ações de saúde mental, porém apenas 29% realizam diagnósticos estruturados.

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