Preocupação com talentos já supera riscos de cibercrimes e fraudes, aponta pesquisa global da BDO
A pesquisa anual BDO Global Risk Landscape revela uma mudança significativa nas prioridades do mundo corporativo: um forte aumento na preocupação com pessoas e talentos. Mais de um quarto dos executivos consultados (28%) afirmou que a capacidade de atrair e reter pessoas ou talentos é um dos três principais riscos às suas empresas, um salto relevante em relação aos 12% registrados em nossa última pesquisa, em 2024.
Este foi o segundo risco mais citado pelos pesquisados, superando problemas de longa data como tensões geopolíticas (25%) e cibercrime (23%). Assim como no ano passado, o fator mais citado foram os riscos regulatórios (35%), seguido de cadeia de suprimentos (28%). A pesquisa ouviu 500 executivos, incluindo CEOs, CFOs, CROs e CTOs de empresas de diversos setores ao redor do mundo. Todas as empresas tinham no mínimo 500 funcionários e pelo menos US$ 100 milhões em receita anual, com 30% dos participantes das Américas, incluindo o Brasil.
O sócio líder de Risk Advisory Services da BDO Brasil, Toni Hebert, destaca que a preocupação com pessoas não é uma surpresa e acredita que boa parte desta inquietação ocorre por conta da disseminação de ferramentas de Inteligência Artificial nas empresas e, volatilidade nas relações humanas e cultural das empresas. a exemplo, “Percebemos de forma empírica nos nossos clientes que as empresas têm confiado demais nas ferramentas de IA e esquecem que é necessário ter pessoas com talento e expertise não apenas para operá-las, mas para minimizar os riscos”, destaca Hebert.
Cenário em evolução
O estudo aponta que 84% dos executivos acreditam que o cenário de risco global é mais definido por crises do que nunca. Em resposta a esse ambiente volátil, 69% das empresas estão adotando uma abordagem que minimize mais os riscos, o que, por vezes, pode levar a um sacrifício do crescimento em prol de uma maior segurança. No entanto, a gestão proativa de riscos é considerada essencial para o avanço em tempos de crise contínua.
Ainda que 74% dos executivos acreditem que incorporar o pensamento de risco na cultura da empresa seja uma prioridade, a pesquisa aponta desafios, uma vez que a abordagem é focada excessivamente em conformidade regulatória.
A Inteligência Artificial (IA) é amplamente vista como uma oportunidade (mais do que um risco) pela maioria dos executivos, refletindo o potencial transformador da tecnologia. Contudo, as preocupações com privacidade e segurança continuam presentes. A pesquisa revela que 55% dos executivos acreditam que a IA terá um impacto significativo na cibersegurança nos próximos 12 meses, levantando questões sobre a necessidade de talentos proficientes em IA e os possíveis impactos na memória institucional e no desenvolvimento de habilidades.
O risco de fraude aparece subestimado, sendo citado como um dos três principais riscos por apenas 15% dos executivos. Contudo, a pesquisa alerta que a ascensão da IA está criando novas oportunidades para fraudes sofisticadas, como os deepfakes, exigindo que as empresas reforcem o treinamento de funcionários e invistam em ferramentas de monitoramento.
“O BDO Global Risk Landscape 2025 mostra a complexidade do cenário de riscos atual e futuro. Mais do que uma gestão proativa, cada vez mais as empresas precisam de um olhar 360°. Antes a preocupação se limitava aos riscos regulatórios, depois veio a cibersegurança. Hoje, como os resultados mostram, há muitas vulnerabilidades que devem ser cuidadas com muita atenção”, explica Hebert.
Clique no link abaixo para ver o estudo completo:
https://www.bdo.com.br/pt-br/