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Escolha do plano de saúde exige atenção a contratos, cobertura e impacto no bem-estar

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Foto: Hush Naidoo Jade Photography no Unsplash

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O mercado brasileiro de planos de saúde atravessa, em janeiro de 2026, um período de ajustes estruturais marcado por custos assistenciais elevados, redes mais segmentadas e contratos mais complexos. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que o setor atende cerca de 51 milhões de beneficiários, número estável após anos de crescimento irregular e cancelamentos motivados por reajustes acima da renda das famílias. Nesse cenário, escolher um plano de saúde tornou-se uma decisão que vai além do valor da mensalidade e passa a exigir análise cuidadosa de coberturas, regras contratuais e acesso real aos serviços.

Boa parte das frustrações dos usuários decorre de escolhas feitas com base apenas no preço. O plano mais barato nem sempre é o mais acessível na prática. Limitações de rede, coparticipações elevadas e cláusulas pouco compreendidas acabam restringindo o uso justamente quando o cuidado é necessário. Nos últimos anos, mudanças regulatórias e econômicas alteraram a dinâmica do setor. Operadoras ampliaram modelos com coparticipação e franquias para conter despesas, enquanto reduziram redes credenciadas em determinadas regiões. Relatórios recentes da ANS mostram que a sinistralidade permanece elevada, pressionando reajustes e incentivando contratos mais rígidos. Para o consumidor, isso significa a necessidade de avaliar não apenas hospitais e laboratórios disponíveis, mas também prazos de carência, regras de reembolso e exclusões previstas em contrato.

O impacto dessa escolha é direto na qualidade de vida das famílias. Pesquisa do IBGE aponta que gastos com saúde representam uma das principais despesas fixas dos domicílios brasileiros, especialmente entre famílias com idosos ou crianças. Quando o plano não atende às necessidades reais, o custo se duplica: paga-se a mensalidade e, ao mesmo tempo, recorre-se ao atendimento particular. Plano de saúde mal escolhido gera insegurança e pressão financeira contínua.

No ambiente corporativo, os planos empresariais ganharam relevância como ferramenta de retenção de talentos. Em um mercado de trabalho mais competitivo, o benefício passou a ser decisivo na atração e permanência de profissionais. Ao mesmo tempo, empresas buscam equilibrar orçamento e satisfação dos colaboradores. O desafio é estruturar planos sustentáveis, que ofereçam acesso efetivo ao cuidado sem comprometer o caixa da companhia. Formatos flexíveis e comunicação clara com os funcionários reduzem conflitos e aumentam a percepção de valor do benefício.

Devemos ficar atentos também para armadilhas contratuais comuns, como reajustes por faixa etária pouco transparentes, coparticipações que encarecem procedimentos frequentes e ausência de cobertura para determinadas especialidades. A recomendação é comparar contratos, analisar o histórico da operadora e entender o perfil de uso da família ou da empresa antes da contratação. Preço deve ser consequência de uma escolha bem feita, não o ponto de partida.

Com um sistema público sobrecarregado e a saúde suplementar cada vez mais seletiva, o plano de saúde segue como um dos principais instrumentos de acesso ao cuidado no país. A tendência, segundo analistas do setor, é de maior exigência do consumidor e de um mercado mais orientado por informação e transparência. Nesse contexto, entender o contrato e suas implicações tornou-se parte essencial do planejamento financeiro e do cuidado com a saúde.

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