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Especialista ensina como negociar um salário em moeda estrangeira com empresas globais

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Photo by Faizur Rehman on Unsplash

Com mais brasileiros sendo contratados por empresas estrangeiras, entender o câmbio, as obrigações fiscais e as taxas é essencial para proteger ganhos internacionais

O Brasil teve um crescimento de 53% na contratação de profissionais por empresas internacionais em 2024, segundo o Relatório Global de Contratações Internacionais da Deel. Esse avanço mostra como os talentos brasileiros estão cada vez mais presentes em posições globais, porém, junto com as oportunidades, cresce também a necessidade de entender como negociar salários em moeda estrangeira. Essa é uma etapa que exige preparo técnico, domínio financeiro e visão estratégica sobre o câmbio e as variações do mercado internacional.

Negociar remuneração em dólar, euro ou libra vai muito além de definir um valor. É fundamental compreender como o câmbio e o spread cambial impactam diretamente o salário líquido recebido no Brasil. “O erro mais comum é o profissional não considerar taxas e impostos que reduzem o ganho real. Uma negociação bem feita precisa levar em conta a variação cambial, o custo de transferência internacional e o momento econômico do país pagador”, afirma Samyra Ramos, country manager da Higlobe, fintech para profissionais remotos que recebem salários de empresas dos EUA.

Outro ponto essencial na negociação é o modelo de contratação. Se o vínculo será com pessoa jurídica, via contrato de prestação de serviços, ou com pessoa física, por meio de plataformas globais. Essa definição altera tanto o valor líquido recebido quanto a forma de tributação. “Antes de aceitar uma proposta, o profissional deve saber exatamente como será pago, quais encargos incidem sobre o valor e quais obrigações fiscais terá no Brasil. Esses detalhes podem representar uma diferença grande no valor final”, comenta Samyra.

A escolha da plataforma para recebimento internacional é outro fator determinante. Taxas ocultas e spreads elevados podem corroer parte do salário. “Em muitos casos, profissionais perdem entre 3% e 5% do valor ao usar soluções tradicionais de transferência. Por isso, na Higlobe buscamos eliminar essas perdas, oferecendo transferências sem tarifas escondidas, o que garante previsibilidade e mais controle financeiro ao usuário”, complementa a executiva.

Além dos fatores técnicos, negociar salário em moeda estrangeira também exige postura estratégica. O candidato deve entender o contexto econômico do país contratante, o custo de vida local e os padrões salariais de sua função em diferentes mercados. Apresentar esses dados durante a conversa mostra preparo e pode gerar maior poder de barganha. Essa abordagem demonstra que o profissional entende não apenas o valor do seu trabalho, mas também como posicioná-lo globalmente.

O ideal é que antes de fechar o contrato, o profissional entenda quais serão as suas obrigações fiscais, realize simulações de câmbio, avalie cláusulas de reajuste e peça revisões salariais periódicas vinculadas à inflação ou à variação cambial. Essas medidas ajudam a manter o poder de compra ao longo do tempo e reduzem riscos de desvalorização da moeda. Para profissionais que buscam estabilidade financeira em um cenário globalizado, entender como receber e gerenciar pagamentos internacionais tornou-se parte essencial da jornada profissional.

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