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Extremos climáticos marcaram o ano de 2025, com frio acentuado, ventos, ciclones, tornados e recordes de temperatura

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Foto: Inge Maria no Unsplash

Intensidade dos eventos climáticos é apontada em retrospectiva da Climatempo, que reforça a importância do uso de inteligência climática para reduzir os impactos dos fenômenos em 2026

O ano de 2025 entrou para a história no Brasil como um período marcado por incursões frequentes de massas de ar polar, episódios de vento extremo e eventos severos que se distribuíram ao longo das estações, segundo a Retrospectiva Climática 2025 da Climatempo, a maior e mais reconhecida empresa de consultoria meteorológica e de previsão do tempo do Brasil e da América Latina.

Construída a partir do monitoramento meteorológico e de registros de eventos que impactaram diferentes regiões do País, a retrospectiva reforça a importância de que, em 2026, a informação meteorológica e climática seja utilizada para a tomada de decisão para governos, empresas e população, a fim de reduzir riscos e minimizar os impactos crescentes causados pelo clima sobre a infraestrutura urbana, os setores de energia, logística e o agronegócio.

“O ano de 2025 deixou evidente que os extremos climáticos passaram a ser parte do dia a dia do País, com ocorrência de frio intenso, calor recorde e eventos severos de vento e chuva“, observa Vinícius Lucyrio, meteorologista da Climatempo, ao destacar que “estas variações intensas mostram que o clima precisa ser tratado como variável estratégica de planejamento e gestão de risco”.

De chuvas excepcionais no Rio Grande do Sul em junho a ciclones extratropicais e ventanias históricas em dezembro, passando por frio fora de época em outubro e tornados e granizo na primavera, o ano reforçou o papel do clima como vetor de risco para cidades, infraestrutura e cadeias produtivas. “São situações que tornaram mais desafiadora a gestão dos negócios da indústria e do varejo, bem como das empresas de energia e do agronegócio, entre outras”.

Do frio persistente ao calor recorde em São Paulo

Após o avanço das primeiras massas polares mais intensas no fim de maio, o frio se manteve como destaque, com agosto abaixo do normal em grande parte do País e um padrão especialmente relevante no Rio Grande do Sul, onde as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média por meses.

O ápice simbólico desse comportamento foi registrado em 20 de outubro, quando a cidade de São Paulo atingiu 11,2°C, marcando o dia mais frio para outubro em 11 anos e evidenciando um episódio de frio significativo fora do padrão esperado para o período.

No entanto, 2025 também foi um ano de fortes contrastes: no fim de dezembro, a capital paulista registrou 37,2°C no dia 28 de dezembro, recorde para o mês desde o início da série histórica consolidada, mostrando como o mesmo ano pode concentrar extremos de sinal oposto.

Ventos intensos e temporais severos se destacaram

Um dos principais traços de 2025 foi a recorrência de episódios associados a vento forte. No fim de julho, rajadas expressivas chamaram atenção no estado de São Paulo, e em 21 e 22 de setembro, a capital paulista voltou a registrar vento forte, enquanto Santos superou 100 km/h.

Em dezembro, os eventos se intensificaram: entre os dias 8 e 9, um forte ciclone extratropical se formou no Sul, e, no dia 10, o aeroporto de Congonhas registrou rajada de 96,3 km/h, descrita como a mais intensa em ambiente seco desde 1963.

Além dos ventos, 2025 foi marcado por chuvas intensas e persistentes e eventos severos localizados. Em junho, o Rio Grande do Sul enfrentou volumes expressivos, com registros acima de 300 mm e 400 mm em alguns municípios, além de acumulados muito elevados em 24 horas, com impactos como alagamentos e inundações.

Na primavera, episódios de tempestade severa incluíram a ocorrência de um tornado F4 em Rio Bonito do Iguaçu (PR), no dia 7 de novembro, associado à atuação de supercélulas no processo de formação de ciclone extratropical, e granizo, que causaram danos em Erechim (RS) e São Manuel (SP) no dia 23 de novembro.

Também parasse destacaram os padrões fora do habitual em outras regiões, como chuvas volumosas na Bahia (incluindo Salvador) em outubro e novembro, meses que geralmente não concentram os maiores acumulados, e a persistência de chuva na Amazônia, reduzindo a caracterização do “verão amazônico”.

Linha do tempo dos principais marcos de 2025

  • Fim de maio: início das massas polares mais intensas do ano
  • Junho: chuvas extremas e inundações no RS (16–20/06)
  • Fim de julho: ventania forte em SP + ressaca no litoral do RJ
  • Setembro (21–22): rajadas fortes na capital paulista e >100 km/h em Santos
  • Outubro (20/10): SP registra 11,2°C, frio histórico para outubro
  • Novembro (07/11): tornado F4 em Rio Bonito do Iguaçu (PR)
  • Novembro (23/11): granizo severo em Erechim (RS) e São Manuel (SP)
  • Dezembro (8–10/12): ciclone extratropical no Sul + rajadas históricas (Congonhas 96,3 km/h)
  • Dezembro (28/12): SP registra 37,2°C, recorde para dezembro
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