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Fluxos de dados bem estruturados e serviços de nuvem são a base da segurança e inovação no setor financeiro em 2026

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Integração, governança e cloud híbrida sustentam operações críticas do setor, aponta TIVIT

A evolução do sistema financeiro, impulsionada pela digitalização dos serviços, pela consolidação do Open Finance e pela expansão dos meios de pagamento instantâneos, tem colocado os dados no centro das estratégias das instituições. Em um ambiente marcado por alto volume transacional, decisões em tempo real e exigências regulatórias rigorosas, a forma como os dados circulam entre sistemas, plataformas e parceiros tornou-se um fator determinante não apenas para a eficiência, mas para a continuidade das operações e a confiança do mercado.

Mais do que armazenar informações, bancos, fintechs e demais instituições financeiras precisam garantir fluxos de dados bem estabelecidos, com rastreabilidade, governança e proteção ao longo de todo o ciclo de vida das informações. Esse desafio está diretamente ligado à adoção de serviços de nuvem capazes de suportar operações críticas sem comprometer requisitos regulatórios e de segurança.

Para Carlos Eduardo Maia, diretor de Cloud Solutions da TIVIT, A TIVIT, empresa do grupo Almaviva e provedora de serviços de tecnologia na América Latina, a nuvem deixou de ser apenas uma alternativa de infraestrutura e passou a desempenhar papel estratégico na organização do fluxo de dados do sistema financeiro. “No setor financeiro, os dados circulam de forma contínua e sustentam decisões que precisam acontecer em milissegundos. Ter fluxos bem definidos e serviços de nuvem adequados à criticidade do negócio é essencial para garantir estabilidade, segurança e conformidade”, afirma o especialista.

Na prática, o fluxo de dados começa na captação de informações provenientes de diversos canais, como aplicativos bancários, internet banking, APIs, Open Finance, PIX e outros arranjos de pagamento. Esses dados passam por validações automáticas relacionadas a KYC, AML e controles operacionais antes de serem utilizados em processos como autorizações de transações, análise de risco e prevenção a fraudes.

O processamento combina operações em tempo real, voltadas a decisões imediatas, e processos em batch, responsáveis por conciliações, relatórios regulatórios, contabilização e análises gerenciais. A persistência das informações ocorre de acordo com sua criticidade, equilibrando ambientes transacionais de alta disponibilidade com plataformas analíticas voltadas a histórico, big data e aplicações avançadas de inteligência artificial.

Todo esse ciclo exige mecanismos robustos de rastreabilidade, trilhas de auditoria e políticas de retenção de dados, em conformidade com normas como a LGPD e as regulamentações do Banco Central. Nesse cenário, a governança dos dados se torna parte integrante da própria operação financeira.

É nesse modelo que fornecedores especializados em cloud híbrida passam a atuar como parceiros estratégicos do setor. Sistemas críticos e dados altamente sensíveis tendem a permanecer em ambientes privados ou dedicados, enquanto a nuvem pública é utilizada para canais digitais, analytics e iniciativas de dados e IA. Estratégias multi-cloud também ganham espaço, reduzindo riscos de dependência de fornecedores e aumentando a resiliência operacional.

“A arquitetura híbrida permite equilibrar controle regulatório e agilidade digital”, explica Maia. “Ela viabiliza inovação e escala sem abrir mão da segurança, da soberania dos dados e da continuidade operacional, que são pontos centrais para o setor financeiro.”

Ao mesmo tempo, o aumento do volume e da circulação de dados amplia os desafios relacionados à segurança cibernética, à gestão de identidades e ao controle de terceiros. Falhas nesses pontos podem comprometer não apenas a operação, mas também a confiança de clientes e reguladores. Por isso, a integração entre serviços de nuvem, governança de dados e cibersegurança tem se tornado cada vez mais relevante.

A pressão regulatória reforça esse movimento. A evolução de normas como a Resolução BCB nº 4.893/2021, o avanço do Open Finance e a aplicação mais rigorosa da LGPD ampliam as exigências por transparência, evidências auditáveis e clareza de responsabilidades na contratação de serviços de nuvem e no tratamento de dados.

“Fluxos de dados bem estruturados e o uso responsável de serviços de nuvem são hoje pré-requisitos para a operação financeira. As instituições que investirem nessas bases estarão mais preparadas para atender às exigências regulatórias e sustentar a inovação de forma consistente”, conclui Maia.

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