Formas de trabalho flexíveis e híbridas oferecem às mulheres maiores oportunidades de crescimento na carreira

Foto por: Julia Potter/ Unsplash Images
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Dois terços (66%) das mulheres afirmam que formas de trabalho mais flexíveis são cruciais para o crescimento na carreira, o que mostra que, quando os empregadores oferecem flexibilidade, barreiras são removidas

Uma nova pesquisa do International Workplace Group (IWG) revela que, quando as empresas oferecem às mulheres acesso a espaços de trabalho profissionais mais próximos de casa, ganham em troca maior colaboração, networking e desempenho, trazendo à vida o tema deste ano do Dia Internacional da Mulher, #GiveToGain.

Formas de trabalho híbridas e mais flexíveis também estão aumentando os níveis de motivação e confiança no trabalho, com dois terços (66%) das funcionárias relatando que o trabalho híbrido teve um impacto positivo na sua trajetória profissional. Há uma porcentagem ainda maior entre as millennials (79%) e a geração Z (76%). A pesquisa foi conduzida pela Censuswide, com uma amostra de 2.002 profissionais no Reino Unido. Os dados foram coletados entre 30/01/2026 e 05/02/2026. A Censuswide é membro da Market Research Society (MRS) e do British Polling Council (BPC) e signatária do Global Data Quality Pledge. É seguido o Código de Conduta MRS e os princípios ESOMAR.

Ou seja, ao dar às mulheres maior autonomia sobre como e onde trabalhar, as empresas ganham uma força de trabalho capacitada para atingir o seu pleno potencial.

De acordo com o estudo com mais de 2.000 profissionais, dois terços (66%) afirmam que o trabalho flexível melhorou a sua capacidade de compartilhar conhecimento e habilidades com outras mulheres, o que demonstra que capacitar mulheres a trabalhar de forma flexível permite que elas contribuam mais para as suas organizações e com os seus pares. Importante, 62% afirmam que encontraram mais oportunidades de aprender com mulheres em posições de liderança ao trabalhar em regime híbrido, impulsionando a sua trajetória profissional e produtividade.

Essas informações são de pesquisas recentes do IWG, que mostraram como o trabalho flexível pode aumentar a produtividade em até 12%, ampliando pesquisas acadêmicas anteriores que citavam ganhos de 3 a 4%, o que reforça que, quando os empregadores oferecem flexibilidade, ganham em troca melhorias mensuráveis de desempenho.

Flexibilidade é essencial para talentos femininos

Oito em cada 10 mulheres (77%) afirmam que provavelmente não aceitariam um emprego que não oferecesse políticas híbridas, o que mostra que empresas sem flexibilidade correm o risco de limitar significativamente o acesso aos melhores talentos. Apenas 7% dizem que o acesso ao trabalho flexível não teria impacto na aceitação de uma oferta de emprego.

O trabalho híbrido também aumenta a lealdade à empresa, permitindo que as organizações retenham os melhores talentos. Quase três quartos (73%) das profissionais dizem que são mais propensas a permanecer numa empresa que permite economizar tempo de deslocamento trabalhando perto de casa. Enquanto isso, 64% afirmam que o trabalho híbrido permitiu a elas permanecerem na força de trabalho quando, de outra forma, teriam precisado sair devido a responsabilidades de cuidado. Ao oferecer flexibilidade, os empregadores ganham continuidade, experiência e participação sustentada da força de trabalho, itens essenciais para aumentar a produtividade.

Os resultados sugerem que o trabalho híbrido cria um círculo virtuoso. Quando as mulheres são capacitadas com flexibilidade e acesso a espaços de trabalho profissionais mais próximos de casa, elas obtêm caminhos mais claros para crescimento na carreira e maior engajamento e, em troca, as empresas ganham colaboração, inovação, lealdade e produtividade aprimoradas.

Já no Brasil, de acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher 2025, a participação feminina na força de trabalho permanece historicamente inferior à dos homens, refletindo tanto a entrada mais tardia das mulheres no mercado de trabalho quanto a distribuição desigual das responsabilidades domésticas e de cuidado com crianças e idosos. Segundo o relatório, em 2024, a taxa de participação feminina na força de trabalho foi de 52,6%, quase 20 pontos percentuais abaixo da registrada entre os homens (72,3%). A diferença é ainda mais acentuada entre mulheres pretas e pardas (51,3%), enquanto mulheres brancas registraram uma taxa de 54,2%.

Esses dados reforçam que, no contexto brasileiro, políticas de trabalho flexível e híbrido são essenciais para ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho, permitindo que conciliem as suas carreiras com responsabilidades familiares ao trabalhar mais perto de casa e evitar deslocamentos longos e demorados.

Deslocamentos longos dificultam o progresso

A flexibilidade para trabalhar onde for mais conveniente está abrindo portas para as mulheres, mas aquelas que precisam enfrentar longos deslocamentos, muitas vezes custosos, até um escritório vários dias por semana sofrem impactos negativos significativos nas suas vidas pessoais e carreiras.

Sete em cada 10 (68%) afirmam que os deslocamentos reduzem o tempo disponível para vida pessoal e bem-estar e 64% argumentam que isso dificulta o equilíbrio entre trabalho e outras responsabilidades. Um número semelhante (67%) diz que sobra menos tempo para a família.

Os deslocamentos também afetam o desempenho profissional, com menor energia e produtividade no trabalho (61%), dificuldade de manter motivação no escritório (56%) e redução nas perspectivas de carreira a longo prazo (41%). Eliminar pressões desnecessárias de deslocamento permite que as mulheres concentrem mais foco, energia e produtividade no trabalho, um ganho claro para empregadores e funcionários.

Benefícios para as empresas

Oferecer flexibilidade às profissionais é uma situação vantajosa para as empresas. Estudos anteriores revelaram que modelos de trabalho flexíveis também impulsionam produtividade e retenção de talentos. 69% das empresas flexíveis relatam melhoria na produtividade das suas equipes e a mesma porcentagem acredita que essas políticas aumentaram a capacidade de atrair e reter os melhores talentos. (Pesquisa com 505 líderes empresariais no Reino Unido em janeiro de 2025 pela Mortar Research, acreditada pelo MRS)

Um estudo da McKinsey também revelou que empresas com representação feminina acima de 30% têm muito mais chances de superar financeiramente aquelas com 30% ou menos.

Tânia Costa, diretora de real estate do IWG no Brasil, diz: “No Brasil, onde as responsabilidades familiares e de cuidado com os filhos ainda recaem predominantemente sobre as mulheres, o trabalho flexível e híbrido tornou-se uma estratégia essencial. Ao permitir que os funcionários trabalhem mais perto de casa e reduzam longos deslocamentos, esse modelo ajuda as mulheres a equilibrar as suas múltiplas responsabilidades sem precisar comprometer o seu desenvolvimento profissional. Além de contribuir para maior bem-estar e retenção de talentos, o modelo também favorece o aumento da produtividade”.

Mark Dixon, CEO do IWG, finaliza: “Quando os funcionários podem trabalhar mais próximos de casa em espaços profissionais convenientes, eles ganham mais do que flexibilidade. O trabalho híbrido abre portas para colaboração e crescimento na carreira, enquanto reduz o desgaste de deslocamentos longos todos os dias. Para talentos femininos, o trabalho flexível é um catalisador para o crescimento”.

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