Relatório destaca como a inteligência de dados e a gestão de saúde preventiva tornaram-se vitais para a sustentabilidade financeira e retenção de talentos na região
A Gallagher, uma das maiores empresas do mundo no segmento de seguros e gestão de riscos, apresenta os resultados do seu “Relatório de Tendências de Benefícios para Empregados na América Latina”. O estudo identifica que a pressão econômica e as mudanças demográficas na região levam as corporações a buscarem estratégias mais técnicas e baseadas em dados para otimizar seus investimentos em capital humano.
De acordo com o levantamento, a sustentabilidade dos planos de saúde e a capacidade de oferecer uma experiência relevante ao colaborador são hoje os maiores desafios. O relatório detalha cinco tendências que devem pautar as decisões dos departamentos de Recursos Humanos em 2026:
- Relevância e segmentação: a oferta de um modelo único de benefícios perde eficácia diante de uma força de trabalho multigeracional. A tendência é a estruturação de pacotes mais assertivos, onde a empresa utiliza a inteligência de dados para entender as necessidades de diferentes perfis de colaboradores e oferecer soluções que façam sentido ao seu momento de vida, sempre respeitando as normas regulatórias e acordos coletivos locais.
- Gestão estratégica da saúde: com a inflação médica pressionando os orçamentos, o foco de 2026 se volta para a prevenção e atenção primária. A consultoria destaca que empresas estão investindo em auditorias e gestão de casos crônicos para mitigar o desperdício e garantir a viabilidade financeira dos contratos a longo prazo.
- Bem-estar holístico: o atual conceito de saúde evoluiu para uma visão integrada que abrange os pilares físico, mental e financeiro. Programas de suporte psicológico e consultoria para gestão de dívidas estão sendo incorporados como ferramentas de produtividade, visando reduzir o absenteísmo causado pelo estresse.
- Flexibilidade e trabalho distribuído: o trabalho flexível consolidou-se como um requisito básico. O desafio atual das lideranças é garantir a equidade de benefícios e o cumprimento de normas regulatórias para colaboradores que atuam em diferentes jurisdições, mantendo a coesão da cultura organizacional.
- Data analytics e transformação digital: a digitalização permite não apenas facilitar a comunicação dos benefícios, mas também medir o ROI (Retorno sobre o Investimento). Ferramentas de análise estão sendo usadas para correlacionar o uso dos programas de bem-estar com a redução do turnover.
Para Angeles Magalhães, Deputy CEO de Benefícios da Gallagher Brasil, o momento exige que o RH atue de forma mais estratégica e menos operacional. “Em 2026, o sucesso das estratégias de retenção dependerá de quão bem as empresas conseguem equilibrar a eficiência de custos com a empatia. Os benefícios deixaram de ser apenas uma obrigação contratual para se tornarem um reflexo direto da cultura da companhia. Na Gallagher, acreditamos que a tecnologia e a análise técnica são os caminhos para qualificar essa oferta, criando valor para o indivíduo enquanto protegemos a sustentabilidade financeira do negócio”, afirma a executiva.
