A gente seguradora encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história, sustentado por melhora na subscrição, disciplina de precificação e reforço de solvência. O lucro líquido do exercício somou R$ 45,5 milhões, alta de 61,1% em relação a 2024, quando a companhia havia registrado R$ 28,2 milhões, segundo as demonstrações financeiras aprovadas pela diretoria em 19 de fevereiro de 2026.
Em comentário sobre o balanço, o vice-presidente Marcelo Wais afirmou que “resultados não são apenas números no papel; são o reflexo vivo de uma cultura” e classificou 2025 como “um marco histórico” para a companhia. Ele destacou ainda que “um ROE de 59% é a evidência de que nossa estratégia está no caminho certo”, associando a performance ao que chamou de “jornada de sucesso e crescimento contínuo”. O relatório divulgado pela seguradora também aponta ROE aproximado de 59%, calculado sobre o patrimônio líquido médio, e ressalta que o resultado foi impulsionado por melhoria na subscrição e na precificação, além da redução da sinistralidade, que terminou o ano em 60%.
Prêmios em alta, índice combinado em 82% e margem técnica positiva
No desempenho operacional, a gente seguradora reportou prêmios ganhos de R$ 333,3 milhões em 2025, acima dos R$ 306,7 milhões de 2024.
O próprio relatório destaca um crescimento de 9% nos prêmios ganhos, com ênfase para a carteira Auto/RCF, cujo faturamento avançou 11% no período.
A seguradora encerrou o ano com Índice Combinado (ICA) de 82%, indicador que a administração associa a um resultado técnico positivo, com margem de 17,4% sobre os prêmios ganhos.
Pelo demonstrativo de resultados, os sinistros ocorridos totalizaram R$ 200,4 milhões, enquanto os custos de aquisição somaram R$ 42,8 milhões e as despesas administrativas, R$ 31,9 milhões.
Resultado financeiro mais que dobra e carteira fecha o ano com retorno de 13,74%
Além do desempenho técnico, 2025 foi marcado por uma virada relevante no componente financeiro. A companhia registrou resultado financeiro de R$ 37,6 milhões, mais do que o dobro dos R$ 15,8 milhões do ano anterior.
A administração atribui a evolução a uma estratégia de investimentos descrita como conservadora, com 69% da carteira alocada em títulos públicos federais e crescimento de 20% da carteira no ano, que teria encerrado 2025 com 13,74% de retorno anual.
No mesmo bloco, o relatório registra que o excedente de ativos garantidores foi ampliado em 72%, dentro de uma diretriz de segurança, liquidez e solvência.
Solvência, provisões e distribuição de resultados aos acionistas
Em solvência, a seguradora informou crescimento de 9% nas provisões técnicas, com ativos vinculados equivalentes a 138% delas, apontando “posição confortável” para suportar compromissos assumidos.
No balanço, o patrimônio líquido fechou 2025 em R$ 77,7 milhões, ante R$ 75,1 milhões em 2024, enquanto o ativo total atingiu R$ 548,6 milhões.
A companhia também detalha sua política de remuneração ao acionista, com dividendos mínimos obrigatórios de 25% sobre o lucro líquido ajustado e uso de juros sobre capital próprio quando aplicável. No quadro de distribuição, constam Juros sobre Capital Próprio (JCP) pagos de R$ 6,04 milhões em 2025 e base de cálculo para dividendos e reservas de R$ 39,6 milhões, além de dividendos pagos e propostos de R$ 9,89 milhões.
Conforme Marcelo Wais, o resultado reflete “a excelência do nosso time na subscrição de riscos e na precificação”, com geração de valor para clientes, corretoras parceiras e gestão, além de reforçar que a performance “não é um feito isolado”, mas parte de uma trajetória de décadas. Para quem deseja se aprofundar, as demonstrações financeiras completas trazem o detalhamento das linhas de resultado, investimentos, provisões e notas explicativas.
Confira o balanço completo neste endereço.
