A NRF 2026 trouxe à tona uma revolução no varejo digital, com o Google se posicionando na vanguarda dessa transformação. A introdução do Universal Commerce Protocol e o uso de IA para facilitar compras de maneira ainda mais fluida e personalizada mostram como a tecnologia está moldando o futuro do varejo.
Para Rodrigo Abreu (Kalu), CEO da UP2Tech, os anúncios do Google na feira marcam uma redefinição da experiência de compra no varejo digital. “A introdução de padrões abertos para comércio impulsionado por IA vai além de uma simples evolução tecnológica. Estamos entrando em uma nova era, onde agentes de IA não apenas recomendam produtos, mas podem concluir uma compra inteira dentro de uma conversa inteligente com o consumidor”, comenta. “Isso elimina barreiras no e‑commerce, como formulários e checkouts, e coloca grandes plataformas tecnológicas no centro da experiência, com grande influência sobre quem vê o produto e como ele é apresentado”.
Já para Konrad Doern, CFO da Compra Rápida, “Ficou claro para os varejistas na NRF que a IA já faz parte da jornada de pesquisa de compra da maioria dos consumidores, o que torna cada vez mais relevante estar bem posicionado nesses novos ambientes de descoberta. Ao mesmo tempo, os dados mostram que ainda menos de 1% dos usuários confiam hoje em agentes para realizar a compra por eles, indicando que a adoção do agentic commerce ainda está em estágio inicial. O Universal Commerce Protocol anunciado pelo Google surge justamente como um catalisador dessa transição, e o principal desafio para os varejistas será estar preparado, em termos de dados, tecnologia e experiência, para quando essa confiança começar a escalar”. Afirma o executivo.
Rodrigo Murta, CEO da Looqbox, analisa o movimento do Google e sinaliza que a Inteligência Artificial entra em uma fase mais operacional do varejo. “Estamos falando de uma tecnologia que deixa de operar nos bastidores e passa a conduzir a jornada de compra. Isso encurta caminhos, reduz fricções e muda a expectativa do consumidor. Para as empresas, o desafio não é apenas tecnológico, mas estrutural: organizar dados e processos para que essa automação gere eficiência real e impacto no negócio”.
