Inadimplência das famílias deve seguir em alta no início de 2026, aponta projeção do IBEVAR-FIA Business School

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Foto: <a href="https://unsplash.com/@towfiqu999999?utm_source=instant-images&utm_medium=referral" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Towfiqu barbhuiya</a> no <a href="https://unsplash.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Unsplash</a>

A inadimplência das pessoas físicas no Brasil deve permanecer em trajetória de elevação nos primeiros meses de 2026, segundo a Projeção de Inadimplência elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School. As estimativas indicam avanço tanto no crédito total quanto, de forma mais intensa, nas operações com recursos livres, refletindo o aperto das condições financeiras enfrentadas pelas famílias. 

De acordo com o estudo, a inadimplência total das pessoas físicas deve alcançar uma média de 5,40% em fevereiro, 5,46% em março e 5,59% em abril de 2026, com limites superiores que podem chegar a 6,13% em abril. Já no segmento de recursos livres, a situação é mais preocupante: a taxa média projetada é de 7,42% em fevereiro, 7,57% em março e 7,81% em abril, podendo atingir 8,48% no cenário superior. 

As projeções foram obtidas a partir de modelos econométricos baseados em séries temporais do Banco Central do Brasil, com recorte iniciado em maio de 2016 e informações observadas até dezembro de 2025. O conceito de inadimplência adotado considera operações com atraso superior a 90 dias, tanto no crédito total quanto no crédito livre. 

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Segundo Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School, os números refletem um ambiente ainda desafiador para o orçamento das famílias. “O aumento da inadimplência, especialmente no crédito livre, é consistente com um cenário de juros ainda elevados e renda pressionada. Isso exige atenção redobrada do sistema financeiro e do varejo, pois o consumidor segue ajustando suas decisões de consumo e pagamento”. 

O estudo também destaca que o crescimento recente do percentual de atrasos entre 15 e 90 dias reforça a probabilidade de a inadimplência efetiva se posicionar mais próxima do limite superior das projeções, sobretudo em fevereiro de 2026. 

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