Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra aproximadamente 17 mil novos casos da doença por ano; a campanha reforça a importância da prevenção
Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, indicam cerca de 17 mil novos casos de câncer de colo de útero por ano, sendo uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres. A maioria dos casos da doença é transmitido por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo.
A ginecologista Dra. Fernanda Nassar explica sobre a importância da vacinação, mesmo após a fase adulta e ressalta sobre manifestação da doença a longo prazo “Muitas mulheres acreditam que, justamente por serem adultas, não podem mais se vacinar contra o HPV, o que não é verdade. Apesar de a vacinação ser indicada antes do início da vida sexual, entre 9 e 14 anos, quando a resposta imunológica é mais eficaz, a vacina também é recomendada para jovens e adultos, mesmo após o início da atividade sexual. Existe ainda um tabu muito forte por ser um vírus sexualmente transmissível, o que gera silêncio e até vergonha. Além disso, como o câncer do colo do útero demora a se manifestar, muitas pessoas não fazem a conexão direta entre a não vacinação hoje e a doença grave no futuro”, explica a médica.
Além da realização dos exames de rotina, as mulheres também devem estar atentas aos sintomas apresentados pela condição da doença. “É importante conhecer o próprio corpo. Indícios como verrugas vaginais, corrimento anormal e dor pélvica podem indicar que o organismo não está saudável. Já as alterações no colo do útero são identificadas por meio de exames preventivos. Além da prevenção, a detecção precoce é fundamental, considerando que as lesões causadas pelo HPV podem exigir tratamentos invasivos, cirurgias e acompanhamento prolongado”, conclui.
