A manhã de sexta-feira (13) no 6º Congresso dos Corretores de Seguros do Norte e do Nordeste (ConsegNNE), em Salvador (BA), começou com um recado objetivo: o Brasil envelheceu. E a lógica de proteção precisa acompanhar essa virada. Na palestra “Longevidade e Intergeracionalidade”, a jornalista Renata Ceribelli provocou o público ao lembrar que parâmetros antigos já não explicam a realidade. “42 anos, gente, não é mais um velhinho nem uma velhinha. 60 anos, não é mais um velhinho nem uma velhinha. O RG não nos define mais”, afirmou.
Ao abordar a transformação da pirâmide etária, a palestrante conectou longevidade a planejamento financeiro e qualidade de vida, chamando atenção para um ponto que costuma ficar fora das conversas do dia a dia. “Alguém aqui está pronto para ter dinheiro até os 90 anos?”, questionou, ao defender que pessoas e empresas precisam se preparar para ciclos mais longos de trabalho, consumo e cuidados.

Multigeracionalidade
Renata também destacou que a mudança não é só estatística: é cultural e operacional. A tendência de termos “mais pessoas idosas do que crianças e adolescentes”, segundo ela, representa “uma virada histórica” e amplia o peso da multigeracionalidade no ambiente familiar e corporativo. “A gente nunca teve tantas gerações diferentes convivendo juntas”, pontuou, reforçando que esse cenário exige novas leituras de risco, comunicação e produtos aderentes a realidades distintas.
Cobertura especial
O Universo do Seguro promove cobertura especial do ConsegNNE, com distribuição do jornal impresso e gravação de entrevistas ao longo do encontro, que segue até sábado (14), no Centro de Convenções de Salvador (BA).
