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Mamografia ganha força e apresenta maior adesão a partir dos 40

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Photo by Scott Webb on Unsplash

FIDI registra 174,2 mil exames em 2025 e prevê avanço no rastreamento

As mulheres brasileiras estão cada vez mais atentas ao cuidado e buscam exames de rotina importantes para acompanhamento da saúde. Em 2025, a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), maior prestadora de serviços de diagnóstico por imagem do Brasil, realizou 174.200 mamografias, uma média de cerca de 14 mil exames por mês. E o público maior está na faixa entre 40 e 59 anos, reforçando a importância do Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro

A maior concentração de exames femininos ocorre na faixa dos 50 aos 54 anos, apresentado 96,6% de adesão, sendo a principal motivação a busca pela mamografia de rastreamento que tem como objetivo detectar precocemente os sinais de câncer de mama em mulheres assintomáticas que não apresentam sintomas evidentes.

Já a faixa entre 40-49 anos também apresentou uma subida vertiginosa que atinge um pico de 25 mil atendimentos. Para a médica radiologista especialista em mamas da FIDI, Dra. Vivian Milani, a ampliação da faixa etária é estratégica e “a maior incidência do câncer de mama está na faixa dos 40 aos 60 anos e, portanto, fazer o rastreamento de mulheres nessa faixa etária auxilia na detecção precoce da doença, possibilitando maiores chances de cura”. 

O cenário de acesso também avançou com a sanção da Lei nº 15.284, de 18 de dezembro de 2025¹, que assegura a todas as mulheres a partir de 40 anos o direito à realização da mamografia pelo SUS, mesmo sem sinais ou sintomas, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, alinhando o Brasil às práticas internacionais para diagnóstico precoce, fortalecendo o rastreamento e o tratamento do câncer de mama no sistema público.

Além disso, identifica-se que a persona de saúde está mudando, em 2021, grande parte das pacientes que chegavam aos hospitais apresentavam um câncer avançado. Esse cenário muda em 2025, já que grande maioria das pacientes estão apenas realizando mamografia de controle. Ao comparar os dados, nota-se uma queda drástica na categoria BI-RADS 6 (câncer já comprovado no momento do exame) de 686 casos para apenas 120 casos em 2025. 

A FIDI projeta para 2026, baseando-se na curva 2021-2025, estabilidade na faixa de 170 mil a 175 mil exames com tendência de aumento na procura por atendimento no mês de outubro. Em 2025, outubro foi o mês de maior volume, com 19.104 exames, superando os picos de 2023 e registrando o maior resultado da série histórica da instituição.

A mamografia é um exame simples e eficaz para identificar alterações nas mamas, como nódulos, calcificações e assimetrias, além de contribuir para a detecção precoce do câncer de mama. No dia da campanha nacional, a FIDI reforça a importância do rastreamento como estratégia para ampliar as chances de diagnóstico em fases iniciais. “A prevenção é um cuidado contínuo e manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, exercícios físicos, hidratação e atenção à saúde física e mental, fortalece o organismo e contribui para o bem-estar como um todo”, reforça a Dra. Vivian Milani. 

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