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Mulheres avançam em posições de liderança na indústria de seguros, mas ainda são minoria

Monica Adwani, COO da BRZ Insurance / Foto: Divulgação Monica Adwani, COO da BRZ Insurance / Foto: Divulgação
Monica Adwani, COO da BRZ Insurance / Foto: Divulgação

BRZ Insurance foge à regra com presença predominantemente feminina e latina nos cargos mais altos

As mulheres são maioria em algumas indústrias, entre elas a de seguros. Dados do Insurance Information Institute indicam que nos Estados Unidos, em 2023, 1,7 milhão de mulheres estavam empregadas na indústria de seguros – 59,4% do total de 2,9 milhões de trabalhadores. A mão-de-obra feminina compõem cerca de 60% da força de trabalho da indústria a cada ano desde 2012. No entanto, a representação varia entre as ocupações, como agentes de vendas (54,9%) e funcionários de sinistros e políticas (80,1%).

Nas posições de liderança, entretanto, essa porcentagem não se mantém – mas as mulheres vêm ganhando espaço. Segundo o 4º Estudo Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, em 2012, a proporção de homens em relação a mulheres em cargos  executivos era de 4 para 1 e dez anos depois caiu para quase a metade (2,2 para 1).

Um bom exemplo disso é a BRZ Insurance, uma insurtech fundada por brasileiros que atua nos EUA atendendo o público latino que vive por lá. De 16 pessoas em cargos de liderança, oito são mulheres. Monica Adwani, COO da BRZ Insurance, é uma dessas líderes. “O melhor é que aqui ganhamos autonomia para conduzir os processos, sendo sempre cobradas pelas entregas, e não há limitações impostas para os profissionais com base em estereótipos; somos todos donos do negócio e somos estimulados a elevar a qualidade em tudo que é feito, seja quem for”, afirma. Segundo a executiva, é esperada uma postura mais acolhedora das mulheres. “Somos vistas assim, como as pessoas que cuidam dos outros. E há ainda um fator a mais na nossa composição, pois nossas equipes são compostas em grande maioria por latinos atuando no mercado americano, o que traz uma carga extra de julgamento sobre nossa capacidade, mas mostramos que não existe desqualificação em ter qualquer tipo de origem”.

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Monica se refere ao fato de ser porto-riquenha, o que, em um primeiro momento em sua trajetória profissional fez com que fosse menosprezada em algumas situações. “Foi difícil, tive que me re-entender enquanto americana, o que sempre me considerei, e tive que aceitar que era vista de forma diferente por colegas por esse motivo. Mas acima de tudo, não pude deixar isso me impedir de fazer o melhor trabalho”, detalha.

A BRZ Insurance conseguiu desenvolver este ambiente diverso por compreender que não faria refletir dentro da companhia um preconceito que se abate sobre latinos e outros grupos minoritários. A principal missão da companhia é proteger o sonho de cinco milhões de imigrantes latinos nos EUA, o que inclui em primeira instância seu próprio time.

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