No Dia do Aposentado, 7 em cada 10 brasileiros recebem até um salário mínimo na aposentadoria

two men playing chess
Foto: Vlad Sargu no Unsplash

Dados recentes mostram que a renda previdenciária é insuficiente para grande parte dos aposentados e reforçam a importância do planejamento financeiro ao longo da vida

Em 24 de janeiro, Dia do Aposentado, os dados mais recentes da Previdência Social revelam um cenário que merece atenção. Embora a aposentadoria pública siga como um pilar de proteção social no Brasil, a maioria dos beneficiários recebe valores que não acompanham o custo de vida e exigem ajustes no orçamento após o fim da vida laboral.

O Brasil soma mais de 25 milhões de aposentados, enquanto a população com 60 anos ou mais chegou a 34,1 milhões em 2024. O aumento da longevidade, aliado a benefícios limitados e a mudanças nas regras previdenciárias, tem levado muitos brasileiros a permanecerem no mercado de trabalho mesmo após a aposentadoria.

A Previdência Social tem papel essencial na renda da população, mas, na maioria dos casos, o valor recebido não garante o padrão de vida ao longo do tempo. Por isso, o planejamento previdenciário precisa ser pensado como um projeto de longo prazo”, afirma Ivecio Pedro Felisbino Filho, Presidente da Celos, entidade catarinense que administra os Planos Previdenciários.

Benefícios concentrados no piso nacional

Dados do INSS de dezembro de 2024 mostram que, das 40,7 milhões de aposentadorias e pensões pagas no país, cerca de 70% são de até um salário mínimo, o equivalente a 28,5 milhões de beneficiários que recebem, no máximo, R$ 1.518,00.

“A aposentadoria pública garante uma base de renda importante, mas dificilmente sustenta sozinha o padrão de vida. A previdência complementar ajuda a reduzir essa dependência”, explica Ivecio.

Trabalho após a aposentadoria cresce

Em 2024, a taxa de ocupação entre pessoas com 60 anos ou mais atingiu 24,4%, o maior patamar já registrado. Na prática, um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária segue trabalhando.

Levantamentos indicam que 88% dos aposentados têm a previdência como principal fonte de renda, mas seis em cada dez consideram o valor insuficiente para manter o padrão de vida. Em muitos casos, continuar em atividade é uma forma de complementar o orçamento.

“O aumento da longevidade alterou a forma como a aposentadoria é vivenciada no Brasil”, observa o Presidente da Celos.

Regras mais exigentes e envelhecimento populacional

As mudanças da Reforma da Previdência seguem impactando quem está próximo de se aposentar. Em 2026, a idade mínima passou de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. No sistema de pontos, a soma entre idade e contribuição chega a 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

O envelhecimento da população amplia os desafios. Pessoas com 60 anos ou mais já representam 15,8% da população brasileira e devem chegar a quase 30% até 2050. Nos domicílios de menor renda, aposentadorias e pensões respondem por cerca de metade da renda familiar.

“O planejamento ainda é pouco adotado no país. Apenas dois em cada dez brasileiros se preparam financeiramente para a aposentadoria”, finaliza Ivecio. 

No Dia do Aposentado, os dados reforçam uma mensagem clara: a previdência social é fundamental, mas decisões tomadas ainda durante a vida ativa fazem diferença para garantir uma renda mais equilibrada no futuro.

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