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No pico do Carnaval, IA sustenta o ritmo das vendas físicas e online

Alimentação no Carnaval: o que comer e o que evitar durante o período / Foto: Freepik
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Com picos simultâneos de acesso e consumo, varejo recorre a dados integrados e automação para manter fluidez e evitar quedas

Fevereiro de 2026 marca um dos períodos mais intensos para o varejo brasileiro. O Carnaval concentra picos simultâneos de acesso, interações e transações, exigindo das empresas respostas rápidas tanto no ambiente físico quanto no digital.

O cenário, no entanto, já não é movido apenas por decisões humanas. A Inteligência Artificial passou a atuar de forma ativa na jornada de compra, conectando dados, recomendando ofertas e, cada vez mais, executando ações em nome do consumidor.

Análises recentes do setor indicam um desgaste na experiência digital: jornadas fragmentadas, excesso de etapas e decisões repetitivas tornaram o processo de compra mais complexo. Nesse contexto, IA e dados integrados deixam de ser ferramentas de conversão e passam a ser elementos estruturais para reduzir quedas e fortalecer o relacionamento com o cliente.

Estrutura digital passa a definir competitividade

Para especialistas, a discussão sobre IA no varejo deixou de ser conceitual. O diferencial competitivo está na capacidade de estruturar, integrar e governar dados de forma consistente.

“A IA não resolve jornadas fragmentadas sozinha. Ela depende de dados organizados, integração entre sistemas e governança clara. O que define resultado não é a ferramenta isolada, mas a arquitetura que sustenta essa inteligência”, afirma Beto Yunes, CTIO da Globalsys, empresa brasileira com atuação em projetos de Inteligência Artificial, Analytics e integração de sistemas.

Segundo Yunes, períodos sazonais como o Carnaval funcionam como teste de maturidade tecnológica. “Nos picos de consumo, falhas de integração ficam evidentes. Empresas que estruturaram sua base digital conseguem operar com decisões em tempo real, reduzir riscos e oferecer experiências mais fluidas”.

Nova fase do varejo

O mês de fevereiro confirma uma transição: Inteligência Artificial, automação e dados unificados deixaram de ser tendências e passaram a definir como compras e relacionamentos acontecem.

Jornadas automatizadas, agentes de IA e protocolos que permitem integração entre múltiplos sistemas indicam que o varejo entrou em uma fase operacional mais complexa e mais estratégica.

Para o mercado, a mensagem é objetiva: competir nos próximos anos dependerá menos da adoção pontual de tecnologia e mais da capacidade de transformá-la em estrutura permanente de decisão e relacionamento.

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