Confira artigo de Eduardo Koerich, presidente da CDL Florianópolis
Alguns anos entram para a história não apenas pelo calendário, mas pelas decisões que moldam o futuro coletivo. 2026 será um desses períodos. O Brasil viverá simultaneamente grandes acontecimentos esportivos, transformações econômicas, agendas ambientais estratégicas e, sobretudo, eleições gerais que definirão presidente, governadores, Congresso Nacional e assembleias estaduais. Em contextos assim, a atuação das entidades representativas torna-se ainda mais relevante.
Além da visibilidade internacional trazida por eventos globais, o país atravessará uma fase decisiva de implementação da reforma tributária, revisão de políticas industriais e avanços em concessões e parcerias público-privadas em infraestrutura, como aeroportos, portos, mobilidade urbana e saneamento. Essas decisões impactam diretamente o ambiente de negócios e a competitividade das cidades. Para o comércio, previsibilidade e segurança jurídica são essenciais para manter investimentos e gerar empregos.
Também estará em curso a renovação de planos diretores em diversas capitais e regiões metropolitanas, incluindo revisões urbanísticas estratégicas que definirão o uso do solo, a mobilidade e a vitalidade dos centros urbanos nas próximas décadas. É fundamental que o setor produtivo participe desse debate, contribuindo para cidades mais equilibradas, acessíveis e atrativas para moradores, turistas e investidores.
Na agenda econômica e empresarial, o Brasil vive um novo ciclo de internacionalização de marcas nacionais, especialmente nos segmentos de varejo, moda e serviços. Paralelamente, cresce o mercado imobiliário de alto padrão e o turismo residencial, com destaque para cidades costeiras como Florianópolis. Soma-se a isso a construção de uma nova política industrial e de inovação, com incentivos à tecnologia, energia limpa e economia criativa. São movimentos que ampliam oportunidades, mas que exigem articulação institucional para transformar potencial em resultados concretos.
A pauta ambiental também ganha protagonismo. O Brasil ocupa posição estratégica em conferências internacionais sobre clima e biodiversidade. Projetos de energia renovável e hidrogênio verde avançam como vetores de desenvolvimento sustentável. O turismo sustentável se consolida como ativo econômico relevante, especialmente em destinos que conciliam natureza preservada e infraestrutura qualificada. Preparar as cidades para esse novo perfil de visitante é parte do desafio.
Diante desse cenário, o papel das entidades vai muito além da representação setorial. É atuar como ponte entre empresários, poder público e sociedade, construir consensos, defender políticas que simplifiquem a vida de quem empreende e contribuir para o planejamento de longo prazo das cidades.
A CDL Florianópolis seguirá comprometida em fortalecer o ambiente de negócios, estimular o desenvolvimento urbano inteligente e garantir que a voz do comércio esteja presente nas decisões que definirão os próximos anos. Quando as instituições trabalham em sintonia, transformamos períodos decisivos em oportunidades reais de crescimento coletivo.
Os desafios são grandes, e a capacidade de organização e cooperação será o diferencial para aproveitá-los.
