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Outubro Rosa: cuidar das emoções também faz parte do tratamento

Foto por: National Cancer Institute/ Unsplash Images Foto por: National Cancer Institute/ Unsplash Images
Foto por: National Cancer Institute/ Unsplash Images

O Outubro Rosa vai além da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Esse movimento também nos lembra da importância de reconhecer e acolher as emoções que surgem ao longo da jornada de quem recebe o diagnóstico e enfrenta o tratamento.

Medo, ansiedade, tristeza, raiva ou até mesmo negação são reações comuns. Segundo a psicanalista Araceli Albino, essas emoções não devem ser vistas como fraquezas, mas como respostas naturais diante de um impacto tão significativo. “É essencial compreender que o câncer de mama atinge não apenas o corpo, mas também a autoestima e a identidade, já que envolve órgãos diretamente ligados à feminilidade e à sexualidade”, explica.

O tratamento, por si só, também pode gerar desafios emocionais. Fadiga, alterações de humor, dificuldades de memória e mudanças físicas exigem do paciente um esforço adicional para lidar com o cotidiano. Por isso, Araceli ressalta que a saúde mental precisa caminhar junto com a saúde física.

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Nesse contexto, o apoio psicológico se torna fundamental. A psicanalista destaca que a escuta empática da família, dos amigos e dos profissionais faz diferença na forma como a paciente atravessa esse processo. “Estar disponível para ouvir, sem julgamentos, já é uma forma poderosa de cuidado”, afirma. Além disso, grupos de apoio e psicoterapia oferecem um espaço seguro para compartilhar sentimentos e ressignificar a experiência.

O autocuidado também é parte essencial da recuperação emocional. Atividades prazerosas, prática de exercícios físicos, meditação, passeios ao ar livre e hobbies podem contribuir para restaurar o equilíbrio e trazer bem-estar.

Por fim, o Outubro Rosa nos lembra que prevenção e cuidado devem caminhar juntos. Os exames regulares e hábitos de vida saudáveis são aliados importantes, mas cuidar da saúde emocional é igualmente vital. Como lembra Araceli Albino, “é preciso olhar para o ser humano de forma integral, acolhendo corpo e mente no mesmo processo de cura”.

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