Rogério Melfi, CPO da fintech PilotIn, aponta tokenização e transferências inteligentes como impulsionadores das finanças em 2025
Segundo a Federação Brasileira de Bancos, o Open Finance tem se consolidado como uma das maiores transformações no mercado monetário global, com destaque para o Brasil. Em apenas três anos, o país se tornou líder mundial nesse campo, com um investimento de cerca de R$ 2 bilhões por parte dos bancos. Esse modelo, que promove a transparência e o compartilhamento de dados entre instituições financeiras, tem impulsionado a inovação e facilitado a personalização dos serviços para os consumidores.
Nesse cenário de transformação e com o auxílio do Open Finance, diversas oportunidades podem ser aproveitadas na área. Rogério Melfi, cofundador do PilotIn, fintech que ajuda os brasileiros a se tornarem pilotos das suas vidas financeiras, destaca as tendências mais relevantes para o futuro das finanças, observando como essas tecnologias podem ser aplicadas para proporcionar uma experiência mais diferenciada e eficiente aos usuários.
1. Portabilidade de crédito e investimentos
Para Rogério, a portabilidade permitirá que consumidores transfiram financiamentos e aplicações entre instituições financeiras de forma ágil e simples, garantindo acesso a melhores condições. “Com o aumento do número de instituições participantes no compartilhamento de dados no Open Finance, as ofertas financeiras serão ainda mais personalizadas, incentivando a competição e proporcionando maior controle aos clientes, com ampliação das opções disponíveis”, complementa o especialista.
2. Experiências personalizadas e automatizadas com IA
“A Inteligência Artificial generativa transformará o mercado financeiro ao oferecer experiências altamente singularizadas e automatizadas”, explica o CPO do PilotIn. Segundo o porta-voz, bancos e fintechs utilizarão essa tecnologia para aprimorar o atendimento ao cliente, fortalecer a segurança antifraude, disponibilizar assessoria financeira 24/7 e automatizar processos administrativos. “Essa evolução trará maior eficiência operacional, redução de custos e soluções financeiras mais precisas e inovadoras”, completa.
3. Transferências inteligentes
As transferências programadas e automáticas entre contas de diferentes instituições se tornarão uma funcionalidade amplamente utilizada em 2025, e também nos próximos anos. Essa inovação permitirá que consumidores movimentem recursos de forma fluida, evitando taxas desnecessárias, como o cheque especial, e simplificando o gerenciamento das finanças, consolidando o Open Finance como peça-chave no ecossistema”, pontua Rogério.
4. Tokenização de ativos reais
A tokenização continuará a se expandir, permitindo que bens como imóveis, energia e obras de arte sejam transformados em frações digitais para negociação. Para o cofundador do PilotIn, ”essa tecnologia democratiza o acesso a investimentos, aumentará a eficiência otimização das transações e trará mais transparência ao mercado. Investidores e empresas se beneficiarão de processos mais rápidos, seguros e auditáveis, enquanto novos modelos de negócios surgirão com a digitalização de ativos”.
5. Drex: a moeda digital do Banco Central como tokenização do dinheiro
O Drex, em fase piloto em 2025, será a representação tokenizada do dinheiro brasileiro e facilitará a integração entre dinheiro digital e ativos tokenizados, como imóveis e energia. Ele permitirá transações mais rápidas e seguras, automatizadas por contratos inteligentes, eliminando intermediários e reduzindo custos. Essa conexão entre o Drex e outros ativos tokenizados criará um ecossistema financeiro integrado e eficiente, com maior fluidez nas transações e benefícios para consumidores e empresas.
“A integração de Open Finance e inteligência artificial está transformando a maneira como os consumidores interagem com os serviços financeiros, proporcionando mais controle e autonomia. O objetivo é tornar o acesso a soluções financeiras mais simples e transparente, ajudando os usuários a gerenciar suas finanças de forma mais eficiente e alinhada às suas necessidades, aproveitando as tecnologias mais recentes para facilitar o acesso a crédito e outros produtos”, finaliza Melfi.