Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avalia a incorporação de opção inovadora para tratar um dos tipos de tumor de maior incidência no Brasil
A partir de 10 de fevereiro até 1º de março, estará aberta uma consulta pública para ouvir a opinião da sociedade sobre a possível incorporação, à lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde, do medicamento Braftovi® (encorafenibe), desenvolvido pela Pfizer para o tratamento de primeira linha do câncer colorretal metastático com mutação BRAF V600E.
Por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Ministério da Saúde avalia a inclusão do medicamento no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que define a cobertura obrigatória dos planos de saúde. O Braftovi® (encorafenibe) tem indicação específica para pacientes com câncer colorretal metastático que apresentam a mutação no gene BRAF V600E2, condição associada a um prognóstico mais desfavorável.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais incidente no Brasil1. Segundo a estimativa mais recente, eram esperados cerca de 45 mil novos casos por ano no triênio de 2023 a 20251. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que a maioria dos diagnósticos ocorre em estágios avançados da doença e que o câncer colorretal é a segunda principal causa de morte por câncer no mundo. Em 2020, foram registrados mais de 1,9 milhão de novos casos e aproximadamente 930 mil óbitos globalmente, com maior incidência em pessoas acima dos 50 anos.
“O câncer colorretal metastático com mutação BRAF V600E impõe desafios significativos aos pacientes e às suas famílias. Ampliar o acesso a opções terapêuticas modernas e com evidência científica robusta é fundamental para melhorar perspectivas de tratamento e qualidade de vida”, diz a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro.
Entre os principais fatores de risco estão hábitos comportamentais, como sedentarismo, obesidade, consumo regular de álcool e tabaco, além da baixa ingestão de fibras, frutas, vegetais e carnes magras. Também há fatores associados a condições genéticas ou hereditárias, como a doença inflamatória intestinal crônica.
Segurança e eficácia
O estudo BREAKWATER de fase 3 incluiu pacientes com câncer colorretal metastáticos portadores da mutação BRAF V600E sem tratamento prévio5. Os participantes foram distribuídos em três grupos:
- Tratamento novo com quimioterapia: recebeu uma combinação de três tratamentos — encorafenibe, cetuximabe e quimioterapia chamada mFOLFOX6.
- Tratamento novo sem quimioterapia: recebeu apenas os medicamentos encorafenibe e
cetuximabe. - Tratamento padrão: recebeu o tratamento que já é usado normalmente, como quimioterapia com ou sem outro medicamento chamado bevacizumabe.
Os resultados demonstraram benefício clínico significativo no grupo 1. Houve redução do câncer em 65,7% dos pacientes, enquanto no grupo submetido ao tratamento convencional essa diminuição foi de apenas 37,4%. Além disso, esse grupo apresentou um período mais longo sem progressão da doença5. Esse benefício se refletiu também na sobrevida, com uma redução de aproximadamente 50% no risco de morte em comparação àqueles que receberam o tratamento tradicional. (ELEZ, E.; YOSHINO, T.; SHEN, L.; et al. Encorafenib, cetuximab, and mFOLFOX6 in BRAF-mutated colorectal cancer. The New England Journal of Medicine, v. 392, p. 2425-2437, 26 jun. 2025. DOI: 10.1056/NEJMoa2501912).
Consulta pública e participação social
A consulta pública é um instrumento de participação social, de caráter consultivo, que busca promover o diálogo entre a administração pública e a sociedade. No campo da saúde, permite que qualquer cidadão contribua com opiniões e sugestões sobre decisões regulatórias, ampliando a participação social nos processos de incorporação e oferta de medicamentos e tecnologias no sistema de saúde.
Para participar da consulta pública sobre a incorporação do Braftovi® (encorafenibe) ao Rol de cobertura dos planos de saúde, acesse a página de consultas públicas da ANS, disponível no site do Ministério da Saúde. A consulta pública referente ao medicamento é a de número 167/2026 e pode ser acessada neste link.
Segue o passo a passo para participar:
- Clique em “Participar” na página da consulta.
- Localize “Contribua para a consulta pública nº 167”.
- Clique em “Consulta Pública nº 167 – Contribua agora”.
- Preencha o formulário disponível com sua sugestão e envie sua contribuição.
