Proteção para o automóvel é porta de entrada para novos segurados, explica Arley Boullosa

Arley Boullosa, fundador da Kuantta Consultoria e da MOBY Seguros / Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal
Arley Boullosa, fundador da Kuantta Consultoria e da MOBY Seguros / Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Sócio fundador da MOBY Seguros evidencia potencial do segmento para diversificação da carteira

O seguro de automóvel é essencial para todos os proprietários de carros. Além de proteger o veículo contra incidentes, como acidentes, vandalismo ou roubo, o seguro também oferece proteção financeira em casos de danos a terceiros.

Apesar dos benefícios deste tipo de cobertura, dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que apenas 30% da frota de veículos em circulação no Brasil possui algum tipo de seguro. Entretanto, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) demonstra que o seguro auto representa o segundo maior segmento da indústria seguradora no país. No terceiro trimestre de 2022, por exemplo, os seguros para automóveis registraram R$ 4,6 bilhões em prêmios emitidos. A cifra ficou abaixo apenas do ramo de pessoas, que teve R$ 5,2 bilhões em faturamento.

Potencial do Seguro Auto

Os números evidenciam a importância do segmento para o mercado, além de seu vasto potencial de crescimento. É o que pensa Arley Boullosa, sócio fundador da MOBY Seguros: “O automóvel é um dos maiores desejos dos brasileiros, junto com a casa própria e o plano de saúde, conforme evidenciado por uma recente pesquisa divulgada pelo Instituto Vox Populi, a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O seguro desse patrimônio é algo praticamente obrigatório”, diz o especialista ao lamentar o baixo percentual da frota segurada, além do envelhecimento da idade média dos veículos em circulação no território brasileiro.

Arley lembra que o seguro de automóvel é o nicho onde a maior parte dos corretores de seguros costuma atuar. “É um excelente produto, mas é recomendável que ele sirva como porta de entrada para que a base de clientes esteja protegida com outras soluções, de modo que o profissional da corretagem faça a diversificação de sua carteira”, aconselha. “Eu mesmo tive uma formação de grandes riscos quando trabalhava em seguradoras e sempre ministrei aulas de riscos diferenciados, mas quando decidi montar uma corretora de seguros, comecei pelo automóvel porque não podia falhar. Combinei produto fácil de vender com captação de clientes na internet e deu certo”, completa.

Foco gera eficiência e aumenta a produtividade

O executivo também reitera a importância do foco para se destacar na área. “Quando você trabalha com foco, define poucos produtos para trabalhar, ganha eficiência e se torna melhor que um concorrente que faz muitas coisas ao mesmo tempo”, pondera.

No caso da MOBY Seguros a operação foi completamente voltada para o seguro de automóvel durante sete anos. “Só depois de termos uma carteira consolidada e que nossas renovações pudessem financiar um novo produto, partimos para o saúde. Já estamos há quatro anos com o segundo produto e foi mais fácil começar e fortalecer o novo segmento, tanto que encurtamos o tempo de maturação de sete para quatro anos para expandir nossa atuação para o seguro residencial”, compartilha Arley. “Não quer dizer que não vamos fazer um seguro de celular ou viagem para um cliente nosso se ele solicitar, mas não fazemos a prospecção do que não é nosso foco. Alguns negócios são encaminhados para nossos corretores parceiros”, reforça.

Veja também: Cursos e imersões presenciais abrem agenda dos corretores de seguros do Rio de Janeiro em 2023

Neste sentido, o profissional revela que é preciso inovar sempre para se diferenciar neste mercado. “Precisamos inovar sempre. Tem sempre algo que pode ser melhorado e não podemos nos acomodar”, cita. Arley Boullosa ainda defende que as pessoas são fundamentais para que sejam identificados pontos de melhorias para melhorar a produtividade e a rentabilidade de uma empresa que atua com a corretagem de seguros. “Um ponto muito importante é equilibrarmos o que deve ou não ser automatizado. Isso é processo. Nos colocarmos no lugar dos clientes e imaginarmos como queremos ser atendidos e tratados após a contratação é fundamental para fazermos a diferença e entregarmos valor ao nosso serviço”, acrescenta.

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