Quanto custa ficar doente nos EUA? Sistema de saúde é considerado um dos mais caros do mundo

Quanto custa ficar doente nos EUA? Sistema de saúde é considerado um dos mais caros do mundo / Foto: Roger Brown / Pexels
Foto: Roger Brown / Pexels

Situações de urgência e emergência mais complexas custam entre US$ 35.000 e US$ 100.000

Se adoecer nos Estados Unidos pode levar um estadunidense sem seguro saúde à falência, imagine um brasileiro durante uma viagem de turismo ou negócios. Listado entre os países com o sistema de saúde mais caro do mundo, uma consulta em domicílio para tratar sintomas comuns de gripe, por exemplo, custa US$ 300,00, em média, de acordo com dados da Omint Seguros.

Contudo, se a situação necessitar de um atendimento clínico mais específico, os valores podem ir de US$ 1.050,00 a US$ 30.000,00. Agora, se for alguma urgência ou emergência mais complexa que demande um atendimento especializado, como uma cirurgia, os valores podem chegar até a US$ 100.000,00, o que equivale a quase R$ 500.000,00 no câmbio atual, sem contabilizar os gastos com medicamentos.

Cada vez mais os brasileiros estão planejando viajar para os Estados Unidos. Com visto obrigatório, São Paulo é o estado que possui o maior tempo de espera para agendar a entrevista no Consulado Americano: são 556 dias. Embora haja tal gargalo na emissão de vistos, o número de turistas brasileiros deve aumentar 19% neste ano.

“A espera pelo visto e os custos de uma viagem internacional não têm inibido os brasileiros de viajarem. Por isso, precisamos reforçar a importância do seguro viagem, já que adoecer nos Estados Unidos pode custar de 5 a 100 vezes o valor do bilhete de um seguro viagem bem estruturado e não temos controle do que pode acontecer”, alerta Tiago Godinho, Gerente de Seguros de Vida Individual e Viagem da Omint Seguros.

O que considerar ao contratar um seguro viagem

No mercado brasileiro, há várias opções de seguro viagem, mas o executivo afirma que é preciso ter muita cautela ao contratar um. “Existe uma diferença entre ter um seguro e estar protegido de fato. É preciso considerar algumas variáveis na contratação: destino, tipo de viagem, coberturas e capital segurado”, explica.

O especialista em seguro viagem da Omint Seguros comenta que não existe a obrigatoriedade do seguro viagem para entrar nos EUA. “Algumas pessoas acabam deixando de contratar o seguro viagem porque o País não exige, mas é aí que mora o perigo, pois em caso de urgência ou emergência, os custos de um atendimento podem ser bem altos. Recomendamos que, além de contratar o seguro viagem, independente do destino, é importante verificar o capital segurado, já que um local que possua uma medicina com custo elevado exige que o capital segurado seja mais robusto para cobrir os possíveis gastos em um momento de fragilidade”.

Godinho conclui. “As coberturas relacionadas às despesas médico-hospitalares e odontológicas são as essenciais em qualquer viagem. Porém, nós sempre reforçamos que é necessário estar atento a outras coberturas, como: assistência e ressarcimento em casos de extravio de bagagem, cobertura de cancelamento de viagem, entre outras”.

Turismo aquecido

O ano de 2022 foi um período intenso de recuperação para o turismo: dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o seguro viagem movimentou R$ 901,22 milhões em prêmios recebidos, 166,70% a mais que em 2021. Nessa curva ascendente, a vertical de seguro viagem da Omint Seguros cresceu 224% em receita em 2022, na comparação com o ano anterior. Já no primeiro trimestre de 2023, o faturamento do Omint Seguro Viagem teve um crescimento de 17% no comparativo do mesmo período do ano anterior.

“O setor de serviços, ao qual o turismo está atrelado, colaborou para a alta do PIB em 2022 após a retomada das atividades que permaneceram em hiato durante a pandemia, de acordo com o IBGE. Após esse reaquecimento, 2023 tem potencial para ultrapassar os números pré-pandemia seja para viagens turísticas ou corporativas”, finaliza Godinho.

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