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Reforma Tributária: Consórcios de imóveis avançam com menor risco regulatório

Marcelo Cruz, CEO do Grupo Referência / Foto: Divulgação
Marcelo Cruz, CEO do Grupo Referência / Foto: Divulgação

Simplificação dos impostos reduz insegurança jurídica, melhora o ambiente do mercado imobiliário e reforça o consórcio como modelo de planejamento para aquisição da casa própria

O mercado imobiliário brasileiro se apoia em uma base estrutural sólida e em instrumentos de aquisição que ganharam protagonismo nos últimos anos. Dados mostram que o Brasil possui 72 milhões de domicílios permanentes, o que evidencia o peso do setor na formação de patrimônio das famílias. Dentro desse cenário, o consórcio de imóveis desponta como uma das modalidades que mais crescem no Sistema de Consórcios. Pesquisa do setor aponta que as adesões ao consórcio imobiliário avançaram 294,1% ao longo dos últimos 6 anos. Desde 2005, cerca de 1,55 milhão de consorciados foram contemplados e puderam adquirir imóveis para moradia, negócios ou investimento. Apenas entre 2020 e 2025, o número de contemplações subiu de 50,54 mil para 93,34 mil, alta de 84,7%, enquanto os créditos concedidos no período ultrapassaram R$ 105 bilhões, potencialmente injetados no mercado imobiliário.

Nesse ambiente de crescimento do consórcio imobiliário e de maior busca por planejamento, a reforma tributária surge como um fator adicional de organização do mercado. Ao simplificar os impostos sobre consumo e serviços, a mudança reduz a insegurança jurídica e amplia a previsibilidade para preços e contratos. Para um setor baseado em decisões de longo prazo, como o imobiliário, o efeito prático é a redução do risco regulatório e a criação de condições mais estáveis para investimento e formação de patrimônio. Para Marcelo Cruz, CEO do Grupo Referência, a reforma não altera a dinâmica dos consórcios, mas contribui para um ambiente mais saudável para todo o setor. “A reforma tributária não impacta o consórcio imobiliário, que segue com as mesmas características e vantagens. O principal efeito está na previsibilidade: com menos insegurança jurídica, o mercado funciona melhor, os projetos ganham clareza e a confiança do consumidor aumenta”, afirma. Segundo ele, esse cenário tende a acelerar a demanda por modelos de compra programada, especialmente para quem busca a casa própria com planejamento.

O Grupo Referência é dono da marca Referência Capital, que atua no mercado de consórcios, possui mais de 2 mil clientes em 42 países e já negociou quase R$ 1 bilhão. Para Marcelo Cruz, a modalidade continua sendo uma das formas mais eficientes de acesso à casa própria. “O consórcio permite disciplina financeira, previsibilidade e menor exposição aos juros. Em um ambiente regulatório mais organizado, a tendência é de fortalecimento da confiança do consumidor e de crescimento sustentável desse modelo”, destaca. Ao reduzir ruídos fiscais e ampliar a previsibilidade regulatória, a reforma tributária tende a beneficiar o mercado imobiliário de forma estrutural.

Nesse cenário, os consórcios permanecem inalterados e se consolidam como um pilar estável para a aquisição da casa própria e para a construção de patrimônio, combinando planejamento, segurança e adaptação a um setor cada vez mais organizado e transparente. “O consórcio permanece exatamente como é hoje, sem incidência direta das mudanças propostas. Isso significa que ele continua sendo uma das formas mais eficientes de acesso à casa própria, especialmente em um cenário de juros elevados”, destaca Marcelo Cruz. Para ele, a melhora do ambiente macroeconômico e regulatório reforça a atratividade do modelo de compra programada, ao estimular a confiança do consumidor e o planejamento financeiro de médio e longo prazo.

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