São Paulo mantém alta na inadimplência e reincidência alcança 85% dos consumidores

Sensedia mapeia 4 novidades sobre o Open Finance no Brasil em 2025 / Foto: Freepik Sensedia mapeia 4 novidades sobre o Open Finance no Brasil em 2025 / Foto: Freepik
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Queda na recuperação de crédito em mais de 11% preocupa o varejo, acendendo alerta para a redução do consumo

O número de inadimplentes em São Paulo cresceu 2,40% em março, na comparação com o mesmo mês no ano passado, segundo levantamento do SPC Brasil em parceria com a FCDL-SP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo). O avanço foi superior à média da região Sudeste, que ficou em 2,16%, mas ainda abaixo da média nacional, de 3,89%.

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Além disso, cerca de 85% das negativações registradas no estado foram de consumidores reincidentes, ou seja, pessoas que já haviam sido incluídas nos cadastros de inadimplentes nos últimos 12 meses. Apesar do número elevado, houve uma redução de 8,49% na reincidência em relação ao ano anterior.

“O crescimento da inadimplência em São Paulo reforça a pressão sobre o orçamento das famílias, especialmente diante da concentração de dívidas com bancos e da alta reincidência. A alta dos juros tem a renegociação e colocado em xeque o consumo e o acesso ao crédito nos próximos meses”, avalia Maurício Stainoff, presidente da FCDL-SP.

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Recuperação de crédito desacelera e preocupa setor varejista

A maior parcela dos reincidentes está na faixa de 30 a 39 anos (27,79%), com uma distribuição equilibrada entre os gêneros: 52,02% são mulheres e 47,98% homens.

O levantamento também apontou que a recuperação de crédito no estado caiu 11,05%, uma retração ainda mais acentuada do que a média nacional (8,82%). A dificuldade dos consumidores em regularizar suas dívidas levanta um alerta para o comércio.

“A queda na recuperação do crédito é preocupante. Quando menos pessoas conseguem limpar seus nomes, há um impacto direto no consumo e no desempenho do varejo, já que menos crédito será concedido no futuro”, destaca Stainoff.

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O valor médio pago pelos consumidores para sair da inadimplência foi de R$  2.547,19, mas 51,24% das pessoas quitaram dívidas de até R$ 500. O dado indica que, para muitos, a dificuldade financeira é intensa, mas há esforços para regularizar a situação com pagamentos de valores menores.

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