Saúde rodoviária: 4 em cada 10 brasileiros sentem mal-estar em viagens acima de 4 horas

Foto por: Art Markiv/ Unsplash Images
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Com o aumento das viagens de fim de ano, os riscos de longos períodos ao volante elevam em até 25% as chances de problemas de saúde pela falta de pausas adequadas

aumento das viagens de fim de ano por carro e ônibus reacende um alerta sobre saúde física e mental nas estradas brasileiras. Com temperaturas elevadas e congestionamentos que chegam a durar mais de horas em grandes eixos rodoviários, o número de casos de mal-estar, desidratação, estresse e crises de ansiedade crescem de forma consistente. Mais de 70% dos deslocamentos no país são feitos por rodovias, e o fluxo de veículos aumenta até 40% em períodos de feriados prolongados. Viagens superiores a horas elevam em até vezes o risco de sintomas de fadiga, tontura e dor muscular, além de agravarem quadros de ansiedade e pressão alta. A sobrecarga física e emocional provocada pelo calor, ruído constante e longos períodos em posição sentada afeta não apenas motoristas, mas também passageiros, especialmente idosos e pessoas com condições pré-existentes. A falta de pausas regulares, hidratação insuficiente e alimentação inadequada são fatores que transformam o trajeto em um desafio para o organismo, que reage com sinais claros de esgotamento.

Diante desse cenário, cresce a preocupação de empresas e instituições de saúde com o bem-estar de motoristas profissionais e passageiros. O tema ganhou relevância no setor de saúde corporativa e de transporte, impulsionando a criação de programas preventivos e protocolos voltados à redução de riscos em longas viagens. Dr. Marcelo Augusto Okamura, diretor de Growth Emergency do Grupo MED+, afirma que o cuidado preventivo precisa ser tratado como prioridade, e não como exceção. O planejamento para uma viagem começa com a avaliacao médica, que pode identificar possíveis riscos e tratamento adequado. Ademais, muitos casos de emergências a bordo ocorrem por falta de um acompanhamento regular ou tratamento adequado das doenças cardiovasculares”, destaca. O movimento reflete uma tendência mais ampla no país: o avanço da medicina preventiva e das ações corporativas voltadas à promoção do bem-estar físico e emocional de colaboradores e viajantes, especialmente em um contexto de retomada das viagens rodoviárias após o período pandêmico.

O mercado já começa a responder com soluções específicas para essa nova demanda. Empresas de transporte, seguradoras e operadoras de saúde estão desenvolvendo protocolos de pausas obrigatórias, campanhas de hidratação e programas de suporte médico remoto. A integração entre tecnologia e medicina preventiva cria um novo ecossistema de atenção ao viajante, conectando o deslocamento à saúde de forma prática e mensurável. Victor reforça que essa transformação é inevitável e necessária. “Cuidar da saúde em trânsito é cuidar da vida em movimento. Não se trata apenas de conforto, mas de segurança, produtividade e qualidade de vida. A jornada precisa ser tratada como parte da experiência de bem-estar”, afirma. O fortalecimento dessas iniciativas posiciona o Brasil como um dos países mais engajados na construção de um novo modelo de mobilidade consciente, em que prevençãoautocuidado responsabilidade social caminham lado a lado nas estradas.

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