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Seguro Cyber é a “cereja do bolo” da gestão de risco, diz executiva da Zurich no Brasil

Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras & Cyber da Zurich no Brasil / Foto: Divulgação
Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras & Cyber da Zurich no Brasil / Foto: Divulgação

No episódio 25 do Podcast Universo do Seguro, Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras & Cyber da Zurich no Brasil, detalha a evolução do Seguro Cyber, o programa +Resiliência e a importância da governança para mitigar riscos cibernéticos em empresas de todos os portes.

Seguro não substitui segurança

Logo de início, Hellen reforça que o seguro é parte de uma estratégia maior de proteção. “Seguro não substitui segurança”, afirma. Para ela, o Seguro Cyber atua como componente essencial dentro da governança: “A gente às vezes fala que é a última camada de defesa, mas eu gosto mais de dizer que é a cereja do bolo, o laço que coroa a gestão de risco e apoia todo o trabalho dos profissionais de segurança da informação”.

Cultura de prevenção e governança

A executiva pontua que a conscientização do mercado brasileiro vem avançando, do combate ao phishing ao investimento em políticas e processos. “Todas as empresas estão expostas. O que faz a diferença é a maturidade em gestão de risco”, diz. Segundo a executiva, a participação ativa das altas lideranças tem sido decisiva: quando a diretoria patrocina segurança da informação e define governança, orçamento e prioridades seguem o mesmo rumo.

+Resiliência: serviços agregados ao seguro

Para apoiar clientes em diferentes estágios de maturidade, a Zurich no Brasil estruturou o +Resiliência, com créditos e serviços integrados à apólice. “Para pequenas empresas, ofertamos treinamento e conscientização; para grandes, um menu de serviços que inclui desde capacitação até pentests e varreduras de vulnerabilidades”, explica. A proposta é cobrir a jornada “de ponta a ponta”: mitigação, preparo e, se necessário, resposta a incidentes.

Resposta a incidentes e assistência 24/7

Além da indenização, Hellen ressalta o suporte operacional na crise: “O Seguro Cyber conta com assistência 24×7. Em um incidente (vazamento de dados, criptografia de sistemas, paralisação) o segurado aciona a central e recebe apoio de peritos forenses (TI e contábil) e escritórios de advocacia especializados em LGPD”. Para ela, agilidade e coordenação são cruciais para reduzir impactos financeiros e reputacionais.

Maturidade em alta (e por que isso importa)

A experiência de campo da seguradora indica melhora consistente. “Vimos cair o percentual de empresas com risco muito ruim e crescer o grupo com protecionais sólidos”, relata. O movimento, segundo Hellen, é impulsionado por três vetores: pressão regulatória (como a LGPD), difusão de conhecimento e o diálogo técnico entre seguradoras, CISOs e corretores.

Programas que se conversam: Cyber, D&O e RC Profissional

Hellen destaca que o risco cibernético “permeia várias linhas de seguro”. O Seguro Cyber cobre dependência de dados e sistemas; o D&O trata da responsabilidade de administradores por decisões (inclusive sobre investimentos em segurança); e o RC Profissional (E&O) resguarda falhas de serviço, como as de empresas de tecnologia. “Um risco complementa o outro. Um bom programa de seguros precisa endereçar o tema de forma integrada”.

Tendência: dependência de terceiros e cadeia de suprimentos

A executiva aponta uma fronteira de cobertura que ganha tração: interrupções causadas por fornecedores críticos. “Já avaliamos, além do cliente, os principais parceiros da cadeia, muitas vezes os 10 mais críticos. À medida que as empresas ficam mais robustas, a vulnerabilidade pode vir da supply chain”. Para Hellen, esse olhar sistêmico será cada vez mais relevante no Seguro Cyber.

Tecnologia, IA e o uso responsável

Com a aceleração digital e o avanço da inteligência artificial, a superfície de ataque cresce. “Ferramentas são como um martelo: é preciso saber usar. Empresas devem definir políticas para IA e dados, evitando vazamentos e uso indevido”, orienta. Ao mesmo tempo, atacantes também sofisticam malwares com apoio de IA, outro motivo para elevar padrões de prevenção, detecção e resposta.

Chamado à ação

Ao encerrar, Hellen sintetiza o recado: “Conversem com o mercado segurador e com seus times de segurança. Seguro não substitui segurança, mas complementa a gestão de risco e ajuda a atravessar crises com mais resiliência”.

Assista ao episódio 25 do Podcast Universo do Seguro no nosso canal e confira a entrevista completa com Hellen Fernandes, da Zurich no Brasil, sobre os caminhos do Seguro Cyber e da cibersegurança nas empresas.

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