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Seguro rural recua em 2025 e reforça debate sobre financiamento e proteção do agro brasileiro

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Photo by <a href="https://unsplash.com/@brabcak?utm_source=instant-images&utm_medium=referral" target="_blank" rel="noopener noreferrer">🇨🇿 Jakub Brabec</a> on <a href="https://unsplash.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Unsplash</a>

Evento promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), reúne especialistas para discutir seguro e financiamento no agro

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo um ciclo de expansão observado nos anos anteriores e acendendo um alerta sobre os mecanismos de proteção financeira disponíveis para o agronegócio brasileiro.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano, passando de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025. A queda ocorre em um contexto de redução de recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural e de maior cautela por parte dos produtores diante do aumento do custo das apólices.

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Esse cenário ajuda a explicar por que a proteção financeira no campo ganhou importância nas discussões do setor. O tema estará no centro do “Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio. Proteção rural e novos instrumentos de financiamento”, que será realizado no dia 8 de abril, em Brasília.

A retração contrasta com a trajetória de crescimento observada entre 2021 e 2024. Nesse período, a arrecadação passou de R$ 9,6 bi em 2021 para R$ 13,4 bi em 2022, R$ 14 bi em 2023 e R$ 14,2 bi em 2024. A queda registrada em 2025 interrompe esse ciclo e sugere desaceleração na demanda por cobertura securitária rural.

A combinação entre a perda na arrecadação e a estabilidade das indenizações reforça a percepção de que parte dos produtores pode estar ficando mais exposta aos riscos climáticos e de produtividade, justamente em um cenário de maior frequência de eventos extremos. Especialistas apontam que a redução da contratação de seguros pode ampliar a vulnerabilidade financeira das cadeias produtivas.

Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio

O primeiro painel “Novos instrumentos de financiamento como mecanismos que impulsionam o crescimento e a sustentabilidade do agronegócio”, discutirá alternativas para ampliar e diversificar as fontes de recursos destinadas ao setor. O objetivo é avaliar soluções capazes de estimular investimentos em tecnologia, modernização da infraestrutura e práticas produtivas mais sustentáveis.

Participam do debate:

  • Fabiana Perobelli, Client Relationship – Brokers and Agribusiness Companies da B3
  • Marcelo Porteiro, superintendente da Área Agropecuária e de Inclusão Social do BNDES
  • João Rabelo, diretor de Novos Negócios do IRB Re
  • Octaciano Neto, sócio-fundador da Zera.Ag

A moderação será conduzida por Gláucio Nogueira Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação de Seguros Gerais (FenSeg).

A discussão reflete um movimento crescente de aproximação entre o agronegócio e o mercado de capitais, com a criação de novas estruturas financeiras voltadas ao financiamento da produção, da inovação tecnológica e da expansão das cadeias produtivas.

Na sequência, o segundo painel: “Destravando o seguro rural no Brasil: inovação e resiliência climática”, abordará os desafios estruturais do seguro rural no país e as possibilidades abertas pela transformação digital e pelo uso de novas tecnologias no monitoramento e gestão de riscos. O debate reunirá:

  • Bruno Alves, diretor de Tecnologia, Portfólio, Soluções Digitais e Analytics da BB Seguros
  • Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)
  • Tania Zanella, presidente do Instituto Pensar Agropecuária
  • Monica Sodré, CEO da Meridiana

A moderação será feita por Renato Buranello, vice-presidente da ABAG. O painel discutirá como a ampliação do seguro rural pode ajudar a mitigar perdas causadas por eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, além de fortalecer a estabilidade financeira das cadeias produtivas. Proteção financeira como pilar do agro Especialistas apontam que o avanço de instrumentos de crédito, seguros e resseguros é fundamental para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro.

Em um setor altamente exposto a riscos climáticos, oscilações de preços e desafios logísticos, a ampliação das ferramentas de proteção financeira tem papel decisivo para garantir continuidade produtiva, segurança de renda e atração de investimentos.

Nesse contexto, o diálogo entre setor segurador, instituições financeiras, governo e representantes do agro tende a ganhar cada vez mais importância na construção de soluções estruturais capazes de fortalecer a competitividade do campo brasileiro no cenário global.

O evento será encerrado após os debates técnicos, consolidando as discussões sobre como seguros, crédito e inovação podem atuar de forma integrada para ampliar a segurança econômica e a resiliência do agronegócio no país.

Promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), o encontro reunirá autoridades públicas, especialistas e representantes do mercado financeiro para discutir caminhos que ampliem o acesso a recursos e reforcem a proteção do produtor rural diante de novos riscos econômicos e climáticos.

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