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Selic a 14,75% e diesel em alta pressionam crédito e limitam reação da economia

Selic a 14,75% e diesel em alta pressionam crédito e limitam reação da economia / Foto: Engin Akyurt / Unsplash Selic a 14,75% e diesel em alta pressionam crédito e limitam reação da economia / Foto: Engin Akyurt / Unsplash
Foto: Engin Akyurt / Unsplash

Com a Selic em 14,75% e o diesel voltando ao centro do debate, o mercado financeiro observa uma combinação que tende a conter o ritmo de melhora da atividade e manter o crédito mais caro e seletivo. Na leitura de analistas e executivos do setor, o combustível funciona como um gatilho transversal: mexe com logística, pressiona custos e influencia as expectativas de inflação, justamente em um momento em que a política monetária segue altamente sensível a novos choques.

Diesel como “ponto cego” da inflação e dos juros

Para Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, o reajuste do diesel reduz o espaço para cortes mais rápidos de juros e exige cautela do Banco Central: “O reajuste do diesel eleva custos logísticos, pressiona a inflação e reduz o espaço para cortes mais rápidos de juros, exigindo maior cautela do Banco Central”.

Na mesma linha, Peterson Rizzo, da Multiplike, avalia que o tema adiciona ruído fiscal e eleva prêmio de risco, com efeito direto sobre o custo do capital: “O diesel é um insumo transversal da economia, e choques persistentes pressionam custos, contaminam serviços e dificultam a convergência da inflação”.

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Crédito mais restrito e busca por estruturas alternativas

Com juros ainda elevados e percepção de risco maior, cresce o interesse por soluções de financiamento fora do crédito bancário tradicional. Gustavo Assis, CEO da Asset Bank, aponta que empresas tendem a buscar formatos mais estruturados para preservar previsibilidade: “O crédito estruturado ganha protagonismo ao conectar empresas que precisam de liquidez com investidores que buscam retornos ajustados ao risco”.

Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, destaca que a combinação de ruído fiscal e pressão externa limita a velocidade de queda dos juros e aumenta a exigência por operações mais robustas, citando instrumentos como FIDCs como alternativas de financiamento em um ambiente mais seletivo.

Efeito no investidor: mais disciplina e foco em resiliência

Para Fabio Louzada, CEO da B7 Business School, o cenário reforça a importância de entender como juros, inflação e câmbio se conectam na vida real: “Em momentos como esse, o investidor precisa entender como juros, inflação e câmbio se conectam, e como isso impacta seus investimentos e sua renda no dia a dia”.

Já Antonio Patrus, da Bossa Invest, aponta que o ambiente tende a elevar a disciplina na alocação de capital e favorecer modelos mais eficientes, mesmo com pressões de custo como as vindas da logística.

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