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Semana começa com ata do Copom no radar e atenção redobrada ao cenário externo, diz Ricardo Martins

Semana começa com ata do Copom no radar e atenção redobrada ao cenário externo, diz Ricardo Martins / Foto: Anne Nygård / Unsplash Semana começa com ata do Copom no radar e atenção redobrada ao cenário externo, diz Ricardo Martins / Foto: Anne Nygård / Unsplash
Foto: Anne Nygård / Unsplash

Às vésperas de uma nova rodada de dados econômicos, o mercado financeiro inicia a semana acompanhando, de perto, os desdobramentos da política monetária no Brasil e a escalada das tensões geopolíticas no exterior. A leitura é de Ricardo Martins, economista-chefe da Planner Investimentos e presidente da Apimec Brasil, ao apontar os temas que tendem a influenciar preços de ativos, câmbio e apetite a risco nos próximos dias.

No cenário doméstico, Martins observa uma atividade ainda resiliente, com indicadores de janeiro como IBC-Br e PIB FGV apontando crescimento moderado. Ao mesmo tempo, a fotografia traz sinais de perda de fôlego na margem e queda relevante dos investimentos, o que mantém a expectativa para o PIB de 2026 em patamar contido, apesar de estímulos fiscais pontuais. Na política monetária, o Copom dá início ao ciclo de cortes, reduzindo a Selic para 14,75%, movimento interpretado como dovish, mas ainda cercado de incertezas, em especial pela dinâmica do petróleo.

Inflação, juros e fiscal: o tripé de atenção no Brasil

A piora das expectativas de inflação de curto prazo também entra na conta. Com o IPCA de 2026 em 4,17%, o economista aponta que o cenário externo volta a contaminar projeções no curto prazo, enquanto as estimativas seguem convergindo para a meta no médio prazo. Com isso, a trajetória de queda da Selic continua no radar, mas com ajustes marginais para cima no curto prazo, em linha com a necessidade de calibragem do ritmo de flexibilização.

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No fiscal, a avaliação é de que a dívida segue em trajetória ascendente, exigindo atenção constante, ainda que o início do ano tenha trazido sinais pontuais positivos de arrecadação. Para Martins, é um conjunto que reforça a sensibilidade do mercado a qualquer mudança na comunicação do Banco Central e a novas leituras sobre inflação e atividade.

EUA e Oriente Médio elevam volatilidade global

No exterior, o ambiente é marcado por pressões inflacionárias nos Estados Unidos e uma postura mais cautelosa do Federal Reserve. A escalada de tensões no Oriente Médio adiciona um componente relevante, com impacto direto sobre energia, petróleo e volatilidade global, elevando o risco de reprecificação ao longo da semana.

O que o mercado acompanha nos próximos dias

Com esse pano de fundo, o economista resume a agenda do curto prazo com foco na ata do Copom, nos novos dados de inflação e atividade e, principalmente, na evolução do cenário geopolítico. “Para a semana, o foco recai sobre a ata do Copom, dados de inflação e atividade, além da evolução do conflito geopolítico”, destaca Ricardo Martins.

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