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Semana começa com Selic no radar e agenda carregada de indicadores no Brasil e no exterior, avalia economista da Planner

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Foto: Tech Daily no Unsplash

Confira análise de Ricardo Tadeu Martins, economista-chefe da Planner Investimentos e presidente da Apimec Brasil

A confirmação do início do ciclo de cortes de juros no Brasil e a leitura de uma economia ainda com sinais de fragilidade devem seguir no centro das atenções do mercado nesta semana, segundo análise de Ricardo Tadeu Martins, economista-chefe da Planner Investimentos e presidente da Apimec Brasil.

Copom sinaliza corte gradual; atividade dá sinais de alerta

Na avaliação de Martins, a ata do Copom reforçou que o Banco Central deu início ao ciclo de redução da taxa básica, sem “agressividade”, o que, na prática, aponta para movimentos graduais, como passos de 0,25 ponto percentual.

Ao mesmo tempo, o economista chama atenção para sinais de perda de tração no curto prazo. Entre os números recentes, a produção industrial de dezembro recuou 1,2% na margem, com destaque para a indústria de transformação, que caiu 1,9% e acumulou a quarta queda seguida no recorte citado no relatório.

Inflação: IPCA de janeiro e maior dispersão

No front inflacionário, o destaque doméstico da semana é o IPCA de janeiro, indicado no relatório como 0,39%, com leitura acima do IPCA-15 e maior dispersão. O movimento teria sido puxado por gasolina, alimentos e educação, com compensação parcial por energia elétrica.

Focus mantém convergência da inflação, mas fiscal segue no mapa

A Pesquisa Focus, conforme a compilação destacada, segue apontando inflação convergindo gradualmente para o intervalo da meta e crescimento do PIB ao redor de 2% nos próximos anos, ao mesmo tempo em que as projeções exibidas mantêm trajetória de queda da Selic e alta da dívida líquida.

O relatório também menciona a pauta no Congresso como fator de atenção. Entre os itens listados, aparece reunião de líderes na Câmara com prioridades que incluem o marco legal do transporte público, em um contexto descrito como de risco fiscal.

Exterior: EUA “desacelerando sem ruptura”; China e Europa com pressão menor

No cenário internacional, o documento destaca sinais de desaceleração controlada do mercado de trabalho nos Estados Unidos: o relatório cita, por exemplo, ADP abaixo do esperado, queda nas ofertas de emprego (JOLTS) e a postura resumida como “não contratar, não demitir”, enquanto a inflação seguiria em convergência lenta.

Já na China, a leitura apontada é de desaceleração do CPI e PPI, reduzindo o risco de “inflação exportada”.

O relatório ainda menciona pressões inflacionárias mais contidas na **Europa, o que ajudaria a reduzir riscos externos ao mercado.

Agenda da semana: IPCA, varejo, serviços e inflação nos EUA

Entre os eventos e indicadores monitorados pelo relatório, estão:

  • Terça (10): IPCA no Brasil; vendas no varejo nos EUA; CPI/PPI na China

  • Quarta (11): Payroll, salário e taxa de desemprego nos EUA

  • Quinta (12): PMS (serviços) no Brasil; pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA

  • Sexta (13): vendas no varejo no Brasil; CPI nos EUA

Ao fim, Martins avalia que eventuais correções de mercado podem ser limitadas, justamente porque os dados de atividade no Brasil e nos EUA tendem a ajudar a “calibrar” o ritmo e a magnitude dos cortes de juros ao longo do ciclo.

Confira o update completo neste endereço.

Nota: este material tem caráter jornalístico e informativo, não sendo recomendação de investimento.

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