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Startup de São Paulo antecipou em 12 meses o cenário de verão mais quente e seco apresentado agora na grande mídia

Dr Thomas Martin, cofundador da MeteoIA e PhD em Ciências Atmosféricas, e Dr Gabriel Perez, cofundador da MeteoIA e PhD em Ciências do Clima; 2: Eduardo Galeskas, gerente de ESG da Mitre / Foto: Divulgação
Dr Thomas Martin, cofundador da MeteoIA e PhD em Ciências Atmosféricas, e Dr Gabriel Perez, cofundador da MeteoIA e PhD em Ciências do Clima; 2: Eduardo Galeskas, gerente de ESG da Mitre / Foto: Divulgação

O clima influencia desde o preço dos alimentos até o custo da energia elétrica, e a capacidade de antecipar padrões climáticos vem se consolidando como um fator estratégico cada vez mais decisivo para diversos setores e para a sociedade civil. Um verão mais quente e com chuvas irregulares tende a elevar o consumo de energia, pressionar os níveis dos reservatórios e ampliar os riscos à produção agrícola, refletindo diretamente no custo de vida, no abastecimento e na gestão de cidades e infraestruturas.

A confirmação, em rede nacional, de que o verão de 2026 deverá registrar chuvas abaixo da média no Centro-Oeste e boa parte do Sudeste e temperaturas acima da     média     reforça a relevância de modelos de previsão climática capazes de identificar padrões persistentes com antecedência. O cenário apresentado recentemente em reportagens da TV Globo e da GloboNews já vinha sendo indicado desde o início de 2025 por modelos de uma startup de base científica sediada em São Paulo, que anteciparam um início de período chuvoso mais seco no Sudeste e no Centro-Oeste.

Desenvolvido com base em técnicas avançadas de inteligência artificial, o modelo climático da MeteoIA antecipou com um ano de antecedência as tendências agora destacadas em reportagens nacionais. A empresa apresentou essas previsões em relatórios técnicos, eventos setoriais e clientes que têm acesso às suas plataformas. A combinação de dados históricos, variáveis oceânicas e índices atmosféricos, permitiu identificar com antecedência o padrão observado no início da estação chuvosa.

Enquanto a previsão divulgada agora por outros centros de meteorologia ganha atenção do grande público, os dados indicavam previamente a persistência desse padrão climático, ainda que com variações regionais ao longo do período.

Ciência de dados aplicada à previsão climática

De acordo com Gabriel Perez, cofundador da startup e doutor em Ciências do Clima, a principal diferença em relação aos modelos tradicionais está na capacidade de integrar múltiplos sinais climáticos globais e traduzi-los em projeções antecipadas.

“O clima sempre teve variabilidade, mas hoje conseguimos quantificar e identificar padrões persistentes com mais antecedência, o que amplia a capacidade de planejamento”, afirma.

Desde o início de 2025, os modelos indicavam:

  • Chuvas abaixo da média em grande parte do interior do Sudeste e do Centro-Oeste durante o verão;
  • Temperaturas acima da média climatológica no primeiro trimestre de 2026;
  • Maior irregularidade das precipitações, elevando o risco de eventos extremos localizados.

Nos últimos meses, essas projeções se confirmaram em grande parte do país, apesar de exceções pontuais, como períodos com volumes elevados de chuva em áreas do interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul no fim de 2025.

Para Thomas Martin, cofundador da empresa, o valor das previsões está na possibilidade de ação antecipada. “Antecipar cenários climáticos permite reduzir perdas, ajustar investimentos e ampliar a resiliência de operações públicas e privadas”, afirma.

A convergência entre previsões divulgadas agora ao grande público e análises realizadas com antecedência por modelos baseados em inteligência artificial evidencia uma mudança na forma como o risco climático vem sendo tratado. Em um contexto de aquecimento global e eventos extremos mais intensos e frequentes, a capacidade de antecipação deixa de ser apenas uma vantagem técnica e passa a ser um elemento central para decisões estratégicas, políticas públicas e planejamento da sociedade.

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