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Transporte rodoviário de cargas enfrenta gargalos logísticos e incertezas regulatórias em 2026, alerta SETCESP

Marcelo Rodrigues, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP). / Foto: Divulgação
Marcelo Rodrigues, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP). / Foto: Divulgação

O setor de transporte rodoviário de cargas inicia 2026 enfrentando grandes desafios. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), apesar de o país contar com uma extensa malha rodoviária, considerada a espinha dorsal do transporte de cargas, a falta de investimentos e a ausência de planejamento de longo prazo comprometem a competitividade e a eficiência das operações.

Segundo o presidente do SETCESP, Marcelo Rodrigues, “com a proximidade do período eleitoral, o cenário torna-se ainda mais desafiador, gerando uma desaceleração natural nas decisões estratégicas, especialmente em pautas como questões tributárias e de gestão de frota. Neste contexto, é fundamental intensificar a necessidade de propor soluções efetivas para o setor”.

Os principais entraves em São Paulo concentram-se no acesso ao Porto de Santos, o maior da América Latina. O intenso tráfego e as dificuldades de acesso à área portuária geram um “custo oculto” significativo para as transportadoras. Uma das soluções futuras é a construção da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, obra já licitada e prevista para 2031, considerada essencial para otimizar o fluxo de caminhões entre a capital e o litoral.

A conclusão do trecho norte do Rodoanel Mário Covas, por sua vez, tem potencial para aliviar significativamente o trânsito de veículos de carga e de passageiros na Grande São Paulo. Finalizado em dezembro de 2025, o projeto incorpora melhorias como pistas mais largas e túneis, estabelecendo ligação direta com as principais rodovias que chegam à capital.

“A entrega da primeira fase é uma solução realista. Ela permitirá que parte dos caminhões evite áreas urbanas críticas, principalmente em operações para o Porto de Santos nos horários de pico. É a agilidade, a segurança e a eficiência que o setor esperava há anos. No entanto, para um alívio completo e duradouro, é essencial a integração planejada com o sistema viário atual e o direcionamento claro do fluxo logístico”, completa Rodrigues.

Para se adequar aos desafios e à alta demanda do mercado, o SETCESP ressalta a urgência de concretizar projetos estruturais, investir em tecnologia e garantir um ambiente regulatório estável. Segundo o sindicato, somente com essas medidas o transporte de cargas, vital para a economia, poderá alcançar maior segurança, eficiência e sustentabilidade.

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