A combinação do presencial e o digital quase dobra o engajamento com a rotina de bem-estar; musculação segue dominante, enquanto ciclismo, yoga e pilates disparam
A forma como os colaboradores usam benefícios de bem-estar continuou a evoluir em 2025. Dados de utilização do Wellhub ao longo do ano mostram que essa combinação quase dobrou a frequência de check-ins, reforçando que flexibilidade é o fator-chave para transformar intenção em hábito sustentável.
Em 2025, 25% dos assinantes da plataforma adotaram essa combinação, um avanço de oito pontos percentuais em relação ao período anterior. Esse grupo registrou mais que o dobro de engajamento em comparação com quem utiliza apenas um formato.
“Quando o bem-estar vira rotina, e não apenas resolução de Ano Novo, a gente começa a enfrentar de verdade os problemas que estão crescendo no Brasil e no mundo: ansiedade, depressão, burnout, doenças crônicas e hábitos que drenam energia, como excesso de tela, compulsões alimentares e o avanço dos vícios em bets. Isso não se resolve com força de vontade individual, e sim com acesso contínuo e apoio das empresas”, afirma Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil.
Musculação se mantém líder, enquanto ciclismo, yoga e pilates aceleram, ampliando variedade
No formato presencial, 2025 manteve a estabilidade das principais modalidades, mas trouxe sinais fortes de diversificação do comportamento de treino. A musculação seguiu como a atividade mais popular no Brasil e globalmente, repetindo a liderança de 2024.
Ao mesmo tempo, algumas práticas cresceram muito acima da média, reposicionando o interesse do público para experiências complementares: ciclismo (+94%), yoga (+74%) e pilates (+67%).
A ascensão do ciclismo, da yoga e do pilates reforça uma mudança de comportamento: além de treinos de força, os usuários passaram a buscar rotinas mais completas e sustentáveis, combinando endurance, mobilidade e recuperação. Em conjunto, essas altas indicam uma preferência crescente por equilíbrio (não só intensidade) como base para consistência ao longo do ano.
Saúde mental cresce mais rápido, seguida por nutrição
No ecossistema digital, 2025 reforçou a busca por maior cuidado da saúde mental entre a força de trabalho. A categoria de saúde mental/terapia foi a que mais cresceu durante o ano (+58%), seguida por nutrição (+51%). O comportamento mostra que o bem-estar corporativo se desloca de uma visão centrada apenas em atividade física para uma lógica integrada de cuidado.
Padrões estáveis indicam bem-estar integrado ao dia a dia de trabalho
Os horários e dias de maior uso permaneceram consistentes em relação a 2024, sinalizando que o bem-estar está se consolidando como rotina e não como onda passageira.
- Horário de pico: 18h
- Dia mais ativo: terça-feira
- Dia preferido de descanso: domingo
- Atividade favorita: musculação
- Atividade que mais cresceu: ciclismo
- Setor mais ativo: serviços financeiros
- Média de check-ins por usuário/mês: 7
A estabilidade desses comportamentos reforça a consolidação da “wellness hour” após o expediente, substituindo gradualmente o happy hour tradicional por uma forma de descompressão mais ligada ao autocuidado e à saúde. Ao mesmo tempo, o favoritismo contínuo pela musculação e o salto do ciclismo indicam que o bem-estar virou rotina estruturada, diversa e cada vez mais integrada ao dia a dia de trabalho.
O que 2025 revela sobre o próximo ciclo
As tendências de uso do Wellhub em 2025 apontam para um novo estágio do bem-estar corporativo: engajamento mais consistente via modelo híbrido, diversificação de atividades e aceleração de saúde mental e nutrição como prioridades reais.
Em resumo, 2025 foi o ano em que o bem-estar se consolidou como prática cotidiana e transversal nas empresas, sinalizando um mercado que entra em 2026 mais maduro, mais holístico e mais orientado à consistência.
“Os dados de 2025 deixam uma mensagem simples para líderes de RH: quando damos flexibilidade e acesso real, o bem-estar vira hábito. O uso híbrido quase dobrou o engajamento. Isso não é detalhe, é o caminho. Se queremos mudar a curva de estresse, doenças crônicas e hábitos nocivos no Brasil, precisamos escalar esse tipo de adoção dentro das empresas em 2026”.
